Na notícia de hoje:
🎰 37 fintechs são notificadas por dinheiro de bets ilegais
💳 Fundos de crédito privado sofrem resgates de R$ 49,2 bilhões
🇦🇷 Argentina pagará US$ 4,3 bilhões sem emitir dívida externa
🏦 Fintechs elevam crédito em 51%, mas inadimplência avança
💰 Poupança perde R$ 39,36 bilhões no acumulado de 2026
📬 Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões
🏠 Airbnb movimenta R$ 113 bilhões na economia brasileira
A edição de hoje mostra uma economia marcada por três forças simultâneas: maior pressão regulatória, seletividade no crédito e busca por eficiência no uso do dinheiro. O governo avançou sobre as bets ilegais, os fundos de crédito privado sofreram resgates relevantes e a Argentina testou a confiança do mercado ao honrar compromissos em dólar sem recorrer a emissões internacionais.
Ao mesmo tempo, os dados revelam transformações importantes na economia real e financeira. As fintechs seguem ampliando o crédito, a poupança continua perdendo recursos no ano, o Banco do Brasil fechou um contrato bilionário com os Correios e o Airbnb ganhou peso expressivo na atividade econômica brasileira.
Regulação
Governo notifica 37 fintechs por dinheiro de bets ilegais 🎰
O governo notificou 37 fintechs suspeitas de movimentar dinheiro de 160 casas de apostas sem autorização para funcionar no Brasil. A ação busca bloquear recursos ligados às bets ilegais e incorporá-los aos cofres da União. Além disso, o Executivo derrubou 54 mil sites que hospedavam apostas irregulares.

A medida foi conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e pela Receita Federal. As instituições notificadas precisam romper com as casas de apostas irregulares e impedir suas operações financeiras. Caso não façam isso, podem responder solidariamente pelas irregularidades e receber multas com base no montante total movimentado.
O governo concedeu prazo até o fim de agosto para adequação às novas regras. Depois disso, as notificações poderão vir acompanhadas de bloqueio de recursos e processo no Ministério da Justiça. A ação também mira um mercado considerado amplo, já que o Executivo estima que 41% a 51% das bets em funcionamento no país sejam ilegais, com 25,2 milhões de usuários brasileiros.
Por que isso importa para você?
A fiscalização sobre bets ilegais afeta o sistema de pagamentos, a arrecadação pública e a segurança financeira dos usuários. Quando empresas operam fora das regras, há menos controle sobre impostos, publicidade, pagamento de prêmios e proteção contra práticas abusivas.
Crédito
Fundos de crédito privado registram resgates de quase R$ 50 bilhões 💳
Os fundos com exposição a partir de 50% em ativos de crédito privado registraram resgates de quase R$ 49,2 bilhões em apenas dois meses, considerando abril e maio. Os dados foram apresentados pela Anbima e mostram uma mudança relevante no comportamento dos investidores diante dessa classe de ativos.

A saída ocorreu após uma sequência de rentabilidade fraca. Esses veículos tiveram desvalorização média de 0,39% em março, estabilidade de 0,03% em abril e alta de 0,55% em maio. A explicação apresentada pela Anbima passa pelo ambiente de juros altos, que torna mais caro o financiamento das empresas e aumenta o risco de renegociações e inadimplência.
Mesmo com os resgates concentrados nos fundos com mais crédito privado, a indústria de fundos teve captação líquida de R$ 184,7 bilhões no primeiro semestre de 2026. A renda fixa liderou, com R$ 108,4 bilhões. Ainda assim, o movimento mostra que o investidor diferencia segurança aparente de risco efetivo, especialmente quando há ativos privados sujeitos à capacidade de pagamento das empresas.
Por que isso importa para você?
Fundos de crédito privado podem oferecer rentabilidade acima de referências tradicionais, mas carregam risco de inadimplência. Em um ambiente de juros elevados, empresas podem ter mais dificuldade para pagar dívidas, o que afeta cotas, liquidez e decisões de alocação.
Dívida
Argentina pagará US$ 4,3 bilhões e evita emissão externa 🇦🇷
A Argentina fará nesta semana um pagamento relevante de sua dívida em dólar. O governo afirma ter assegurado os recursos necessários para cobrir a obrigação semestral de US$ 4,3 bilhões, dividida entre principal e juros de títulos emitidos em moeda estrangeira. A decisão chama atenção porque ocorre sem recorrer aos mercados internacionais de dívida.

O ministro da Economia, Luis Caputo, apresentou um plano que exclui emissões internacionais neste ano. A estratégia se apoia em títulos em dólar emitidos no mercado doméstico, empréstimos respaldados por organismos multilaterais e outras fontes de menor custo. Autoridades informaram que o Tesouro já mantém cerca de US$ 4 bilhões em depósitos em dólares para o pagamento.
A opção reduz o custo imediato de financiamento, mas também deixa a estratégia dependente de várias fontes funcionando como previsto. A Argentina tem cerca de US$ 25 bilhões em dívida em dólar com vencimento em 2027. O plano envolve vendas de títulos no mercado local, compras de dólares pelo banco central, desembolsos do FMI, privatizações e recursos remanescentes do financiamento obtido neste ano.
Por que isso importa para você?
A capacidade da Argentina de pagar sua dívida influencia a percepção de risco na região. Quando um país endividado consegue cumprir obrigações sem emitir dívida cara, reduz parte da pressão financeira, mas continua exposto a volatilidade, câmbio e confiança dos investidores.
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Fintechs
Crédito concedido por fintechs cresce 51% em 2025 🏦
O volume de crédito concedido por fintechs subiu 51% em 2025, alcançando R$ 53,8 bilhões. O dado aparece em pesquisa da PwC e da Associação Brasileira de Crédito Digital. Mesmo com deterioração na qualidade dos ativos, as startups cresceram e chegaram a 94,9 milhões de clientes.

A expansão foi majoritariamente orgânica, com 82% do crescimento vindo do aumento das operações existentes e 18% do lançamento de novos produtos. Também houve mudança no perfil das linhas ofertadas. O crédito sem garantia somou R$ 10,4 bilhões, mas perdeu peso relativo, enquanto o consignado privado chegou a R$ 8,5 bilhões e ganhou espaço.
A inadimplência média entre pessoas físicas nas fintechs de crédito subiu de 9,5% em 2024 para 10,1% em 2025. Já no segmento de pessoas jurídicas, permaneceu em 3,4% pelo segundo ano consecutivo. Com juros elevados, o capital próprio ganhou relevância no funding, chegando a 51%, enquanto 65% das fintechs consideram os FIDCs prioridade de captação para 2026.
Por que isso importa para você?
O crescimento das fintechs amplia o acesso ao crédito, mas também mostra maior cautela com inadimplência. Para famílias e empresas, isso pode significar mais opções de financiamento, porém com avaliação de risco mais rígida e maior busca por garantias.
Poupança
Poupança registra saída líquida em junho e perde R$ 39,36 bilhões no ano 💰
Os saques da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 237,5 milhões em junho, de acordo com dados do Banco Central. No acumulado de 2026, a saída líquida chegou a R$ 39,36 bilhões, mostrando que mais dinheiro saiu do que entrou na aplicação ao longo do ano.

Em junho, os brasileiros depositaram R$ 378,064 bilhões e sacaram R$ 378,302 bilhões da poupança. O rendimento do período foi de R$ 6,36 bilhões. No acumulado de janeiro a junho, os depósitos somaram R$ 2,136 trilhões, enquanto os saques chegaram a R$ 2,176 trilhões.
O comportamento foi diferente entre as modalidades. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo registrou saída líquida de R$ 1,40 bilhão em junho, enquanto a poupança rural teve entrada de R$ 1,158 bilhão. Apesar da retirada líquida no mês, o estoque total da poupança subiu de R$ 1,014 trilhão em maio para R$ 1,021 trilhão em junho.
Por que isso importa para você?
A saída de recursos da poupança indica mudança no comportamento financeiro das famílias. Esse movimento pode refletir necessidade de liquidez, busca por outras aplicações ou reorganização do orçamento, afetando a forma como o dinheiro circula na economia.
Contratos
Banco do Brasil fecha contrato de R$ 2,3 bilhões com Correios 📬
O Banco do Brasil fechou contrato de R$ 2,307 bilhões com os Correios para prestação de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos. O contrato terá duração de cinco anos e abrange operações em âmbito nacional e internacional. O banco informou que a decisão seguiu normativos internos e alçadas competentes.

Não houve tomada de preços com terceiros porque, segundo o Banco do Brasil, a maior parte dos serviços demandados está sujeita ao monopólio postal dos Correios. Essa parcela representa aproximadamente 97,84% das despesas com postagens do banco. Para serviços fora do monopólio, a instituição afirmou que localidades remotas e de difícil acesso não contam, na prática, com prestadores de capilaridade equivalente.
O banco também afirmou que adotou análise técnica, avaliação jurídica e formalização contratual para garantir a adequação da operação. A instituição destacou que o contrato é de adesão e aplicado igualmente a todos os clientes. O tema ganha atenção adicional porque os Correios tomaram empréstimo de R$ 12 bilhões no fim do ano passado com um consórcio que inclui BB, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander.
Por que isso importa para você?
Contratos desse porte envolvem empresas públicas, bancos e serviços essenciais de logística. Eles afetam custos operacionais, prestação de serviços e a forma como grandes instituições mantêm operações nacionais, inclusive em regiões de difícil acesso.
Turismo
Airbnb movimenta R$ 113 bilhões na economia brasileira 🏠
O Airbnb movimentou R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo da FGV. O valor representa crescimento de 13% em relação ao ano anterior e foi impulsionado pelo aumento do número de turistas no Brasil. A plataforma alcançou volume recorde na atividade econômica associada à hospedagem.

Um dos destaques foi a cidade do Rio de Janeiro, que registrou avanço de 21% no período. O movimento foi impulsionado por eventos como o Todo Mundo no Rio, que levou mais de 2 milhões de pessoas à praia de Copacabana para assistir ao show de Lady Gaga. No estado do Rio de Janeiro, a movimentação chegou a R$ 21 bilhões, com R$ 12 bilhões na capital.
A atividade contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o PIB, crescimento de 12%, e gerou mais de 700 mil postos de trabalho. A geração de renda associada à hospedagem chegou a R$ 32 bilhões no Brasil e cerca de R$ 6 bilhões no estado do Rio. O estudo aponta efeitos sobre alimentação, transporte, entretenimento e comércio local.
Por que isso importa para você?
A expansão do Airbnb mostra como turismo e hospedagem movimentam renda fora dos grandes hotéis. Quando visitantes gastam com acomodação, alimentação, transporte e lazer, o dinheiro alcança pequenos proprietários, prestadores de serviços e comércio local.
☕Conclusão
A edição mostra uma economia em que fiscalização, crédito e confiança caminham juntos. O governo tenta fechar brechas no mercado de bets ilegais, enquanto investidores retiram recursos de fundos mais expostos ao crédito privado. Ao mesmo tempo, a Argentina testa sua estratégia de financiamento ao pagar uma dívida relevante sem recorrer ao mercado externo.
Os dados também revelam mudanças no comportamento de famílias, empresas e instituições financeiras. As fintechs seguem crescendo no crédito, mas com maior atenção à inadimplência. A poupança perde recursos no acumulado do ano, o Banco do Brasil firma um contrato bilionário com os Correios e o Airbnb reforça o peso econômico do turismo.
A principal mensagem é que o dinheiro está se movendo com mais seletividade. Reguladores observam fluxos suspeitos, investidores reavaliam riscos, governos buscam financiamento mais barato e consumidores reorganizam suas escolhas financeiras. Acompanhar esses sinais ajuda a entender como decisões distantes chegam ao crédito, aos preços, ao emprego e ao custo de vida.
Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!



