Resumo de Hoje:
🦃🇺🇸 Ressaca do Ação de Graças & Galípolo: O feriado nos EUA secou a liquidez, e as falas duras do presidente do BC estressaram o dólar e os juros futuros.
📈🇧🇷 Novembro de Ouro na Bolsa: O Ibovespa deu show com alta de 5,9% no mês e acumula mais de 31% no ano, puxado por ações cíclicas.
🤖🚀 Tech Americana Imparável: O S&P 500 segue renovando fôlego com a tese de Inteligência Artificial, ignorando quem aposta em bolha.
🗣️🛑 O "Freio" do Banco Central: Galípolo avisou que a economia desaquece devagar e que os juros ficam onde estão até a inflação convergir.
🛒🎅 Natal Cheio (e Salgado): Abras projeta alta de 27% nas vendas de novembro, mas o preço da cesta de Natal subiu 3,5%.
💊👮 Operação Slim: Polícia Federal desmantelou uma fábrica clandestina de Mounjaro falsificado em escala industrial.
🔥💰 Tragédia e Privilégios: Enquanto Hong Kong chora 128 mortos em incêndio por negligência, o Brasil lidera ranking global de supersalários no funcionalismo.
Mermão, se você acha que entender economia é difícil, é porque nunca tentou explicar pro gringo o que é um "feriado emendado" no Brasil. Mas hoje, ironicamente, quem emendou foram eles!
O cenário econômico desta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, parece aquele mar de ressaca: engana quem olha de longe, mas tem muita correnteza por baixo. Tivemos um dia de "gringo folgado" (feriado nos EUA), o que deixou nossa bolsa aqui meio órfã, sem volume, sabe? E para completar, o nosso "xerife" do Banco Central, Gabriel Galípolo, soltou o verbo e o mercado, que é mais sensível que torcedor em final de campeonato, reagiu. O dólar subiu, os juros futuros deram aquela empinada e a gente ficou aqui, tentando entender se o churrasco de fim de ano vai ser picanha ou acém.
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O "Day After" do Peru Americano e o Humor do Galípolo 🦃📉
Vamos começar pelo básico, meu chapa. Ontem foi Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos. Sabe o que isso significa pro mercado financeiro mundial? Que o "dono da bola" levou a bola pra casa. Sem os investidores americanos operando, a liquidez (que é basicamente a facilidade de comprar e vender coisas no mercado) despencou. O mercado local ficou parecendo o Centro do Rio em feriado: vazio.

Nesse vácuo de gente operando, qualquer notícia faz preço. E a notícia foi o nosso presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele falou em um evento ontem e, ao contrário do que a galera esperava (um carinho, um sinal de que os juros vão cair logo), o discurso foi interpretado como "duro". O mercado queria um "sinal suave", mas recebeu um "olha lá, hein!".
O resultado prático:
Dólar: Fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,3516. O real foi a moeda que mais apanhou entre as 33 principais do mundo hoje.
Juros Futuros: Subiram. Quando o mercado acha que o BC vai ter que manter os juros altos por mais tempo para segurar a inflação, as taxas futuras sobem. O contrato para janeiro de 2027 subiu para 13,55%.
Ibovespa: Deu uma recuada de 0,12%, fechando aos 158.360 pontos. Chegou a bater recorde durante o dia, mas perdeu fôlego.

A galera da Faria Lima diz que, além do Galípolo, tem a tal da "sazonalidade de fim de ano". É aquela época que muita empresa manda dinheiro pra fora, e isso pressiona o dólar. O gestor da AZ Quest, Eduardo Aun, lembrou que o Banco Central Americano (o Fed) deve cortar os juros em dezembro (graças a Deus!), o que pode ajudar a dar uma aliviada nas moedas de emergentes (nós!) em breve. Mas por hoje, o clima foi de cautela.

Novembro: O Mês que a Bolsa "Deu Aula" 📈🎓
Agora, vamos falar de coisa boa, porque nem só de boleto vive o brasileiro. Se você acha que 2025 estava perdido, olha para o retrovisor. Novembro foi um mês absurdo de bom para a Bolsa Brasileira.

O Ibovespa acumulou uma alta de 5,9% no mês e, pasmem, 31,6% no ano. Mermão, isso é muita coisa! É como se o Vasco ganhasse a Libertadores e o Mundial no mesmo ano (sem ofensas aos vascaínos, é só pela raridade!).

O que está puxando esse bonde?
Expectativa de Juros Caindo: Tanto lá fora (EUA) quanto a expectativa de que aqui no Brasil o corte venha no início de 2026. Juro baixo é música para o ouvido da Bolsa.
Ações Cíclicas: Setores como imobiliário (construção) subiram mais de 82,6% no ano, e consumo (lojas) subiu quase 31%. Por que? Porque se o juro cai, você financia apartamento e compra geladeira. Simples assim.
Renda Fixa também brilha: O índice IMA-B 5+ (títulos do governo atrelados à inflação de longo prazo) subiu quase 3% no mês. Quem segurou esses títulos tá rindo à toa, ganhando mais que o CDI.
Luciano Telo, o CIO de investimentos do UBS, mandou a real: "Se no começo do ano falassem que a bolsa ia bombar com o fiscal ruim, ninguém acreditava". Mas o mercado é isso, antecipação. A galera já está comprando o som do violino antes da festa começar. A dica dele? Diversificação. Não coloque todos os ovos na mesma cesta, porque a maré muda rápido.
Tio Sam e a Tecnologia Infinita: O Rali Americano 🤖🇺🇸
Enquanto a gente samba aqui, lá nos Estados Unidos a festa é rave de tecnologia. O time do UBS diz que prefere continuar "comprado" (apostando na alta) das ações americanas do que tentar adivinhar quando a música vai parar.

O índice S&P 500 (as 500 maiores empresas de lá) subiu 15,8% no ano. E a grande estrela continua sendo a Inteligência Artificial. Tem muita gente dizendo "ah, é bolha", "ah, vai estourar". Mas as empresas continuam entregando lucro atrás de lucro. É aquele jogador que a torcida critica, mas todo jogo faz gol.

O Pulo do Gato (Hedge): O UBS explicou uma estratégia interessante para quem investe lá fora: eles fazem hedge para o real.
Tradução para leigos: Eles investem nas ações americanas, mas usam instrumentos financeiros para anular a variação do dólar. Assim, eles ganham a valorização da empresa (tipo a Apple ou Nvidia) e ainda capturam o juro alto do Brasil (CDI) no dinheiro que fica aqui. É o melhor dos dois mundos: ganho em dólar sem sofrer se o dólar cair. Malandro é o pato, que nasce com os dedos colados pra não usar aliança!
Galípolo no Microfone: O "Síndico" da Inflação 🗣️🛑
Voltando para terras tupiniquins, vamos entender a cabeça do homem que manda no dinheiro, o Gabriel Galípolo. Ele disse que o desaquecimento da economia está "lento e gradual".

Imagina que a economia é um carro em alta velocidade. A inflação é o motor esquentando. O Galípolo está pisando no freio (juros a 15% ao ano) para esfriar o motor.
O problema: O carro não está parando tão rápido quanto ele queria.
O lado bom: O carro também não capotou (a economia não entrou em recessão bruta).
Ele disse: "O BC vai colocar a taxa de juros no patamar necessário pelo tempo que for necessário". Traduzindo: "Não me peçam para baixar os juros na canetada, senão a inflação volta".
A inflação acumulada está em 4,68%, caindo devagar. A meta é 3%. O mercado de crédito continua crescendo, o que surpreende o BC. É como se, mesmo com o freio de mão puxado (juros altos), as pessoas continuassem pegando dinheiro emprestado. Isso obriga o BC a manter a guarda alta.

E sobre o tal projeto de isenção de IR que mexe nos dividendos? Galípolo foi político: "O BC está contente com o câmbio flutuante". Ou seja, se o dólar subir por causa de Brasília, o BC deixa subir, a não ser que vire bagunça.
O Carrinho Cheio (e Caro) do Natal 🛒🎄
Saindo da Faria Lima e indo para o supermercado, a notícia é boa para os comerciantes e "atenção" para o seu bolso. A Abras (Associação dos Supermercados) projeta um aumento de 27,3% nas vendas em novembro, puxado pela Black Friday.

A galera não está comprando só TV não. Estão estocando comida! Bebidas, panetones, carnes para o Natal. É a estratégia de garantir o pernil antes que o preço suba mais.
A conta do Natal:
A cesta de produtos natalinos está 3,5% mais cara que em 2024.
Proteínas (a carne do churrasco e o peru) subiram, apesar de itens básicos terem caído durante o ano.
Então, meu amigo, se você viu aquele panetone dando sopa na promoção, já abraça. O volume de vendas deve crescer 15% nas festas. O brasileiro não desiste nunca de celebrar, mesmo que tenha que parcelar a ceia em 12 vezes.
O "Jeitinho" que Saiu Caro: O Caso Mounjaro 💊👮
Agora, um papo sério sobre saúde e malandragem. A Polícia Federal deflagrou a "Operação Slim". Descobriram um esquema gigantesco de falsificação do medicamento Mounjaro (aquele "primo" do Ozempic, usado para emagrecer).

O Drama:
A PF apreendeu material suficiente para fazer 7 milhões de canetas falsas. Isso é mais do que a indústria oficial vende!
A fraude envolvia clínicas de luxo, farmácias de manipulação e laboratórios. O remédio vinha com insumos de lugares duvidosos (Índia, China, Bangladesh), sem garantia nenhuma do que tinha dentro. Podia ser remédio, podia ser água com açúcar, ou coisa pior.
A Eli Lilly (fabricante oficial) denunciou. A defesa de um médico famoso dos Jardins (SP) diz que ele só prescrevia e que é "tecnicamente impossível" ele falsificar, já que a patente vai até 2031. Mas a PF diz que achou estrutura industrial de fundo de quintal.

A lição econômica aqui é: Não existe almoço grátis e nem emagrecimento milagroso barato. O mercado paralelo surge quando há alta demanda e preço alto, mas o custo de saúde pode ser impagável. Cuidado com o "barato que sai caro", hein!
Contrastes: O Fogo em HK e os Supersalários no Brasil 🔥💰
Para fechar, aquele choque de realidade global e local.
Lá fora: Hong Kong vive uma tragédia. Um incêndio em um condomínio matou 128 pessoas. A causa? Negligência de uma construtora que usou materiais inseguros e andaimes de bambu (sim, bambu). Diretores foram presos. Mostra como a economia desenfreada, sem regulação de segurança, cobra um preço em vidas. O governo lá vai criar um fundo de ajuda, mas a perda é irreparável.

Aqui dentro: Enquanto isso, saiu um estudo mostrando que o Brasil é o campeão mundial dos "supersalários" no funcionalismo.
Temos 53,5 mil servidores ganhando acima do teto constitucional (mais de R$ 46 mil).
Isso custa R$ 20 bilhões aos cofres públicos!
Gastamos 21 vezes mais com isso do que a Argentina.

A maioria desses supersalários está no Judiciário e Ministério Público. São os famosos "penduricalhos" que fazem o salário dobrar legalmente (ou quase). É um contraste brutal: de um lado, a gente discutindo corte de gastos e juros altos para segurar a inflação do feijão; do outro, uma elite do funcionalismo ganhando mais que juiz na Europa. Como diz o ditado: "O Brasil não é para amadores".
O Resumo da Ópera 🎭
Meus amigos, o dia hoje foi aquele lembrete de que o mercado financeiro é um organismo vivo, bipolar e conectado com tudo. Do peru de Ação de Graças nos EUA que seca a liquidez aqui, até a fala do Galípolo que azeda o humor do investidor, tudo está interligado. Vimos que a Bolsa está em um ano mágico (apesar do pessimismo), que o varejo espera um Natal gordo (e caro), e que a regulação é necessária, seja para evitar remédio falso ou prédios inseguros.
Para navegar nesse mar revolto, nada melhor do que manter a calma, não acreditar em milagres (nem de emagrecimento, nem de dinheiro fácil) e diversificar.
Como diria o lendário Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, numa frase que cabe perfeitamente para essa sexta-feira de ajustes e visões de longo prazo:
"O mercado de ações é um dispositivo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes."

Warren Buffett é um dos maiores investidores da história, conhecido por construir um império de longo prazo à frente da Berkshire Hathaway com uma filosofia simples: comprar negócios excelentes por preços justos e nunca apostar contra o poder dos juros compostos.
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Até amanhã!


