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Na notícia de hoje:

📉 Juros futuros recuam e mercado passa a discutir cortes mais rápidos da Selic

🏛 Banco Central registra prejuízo de R$ 119,97 bilhões em 2025 com efeito cambial

💵 Dólar interrompe rali do real em ambiente externo mais avesso ao risco

📈 Bolsas de Nova York oscilam com forte correção nas ações da Nvidia

🥇 Ouro recua abaixo de US$ 5,2 mil mesmo com aumento da aversão a risco

📊 PicPay reduz projeção de inflação e reforça cenário de desinflação gradual

🔮 Kalshi amplia atuação global com acordo via DriveWealth

O evento central desta semana é a inflexão nas expectativas de política monetária no Brasil. A queda dos juros futuros e a discussão sobre aceleração do ciclo de cortes da Selic reorganizam preços de ativos, influenciam o câmbio e redefinem o custo de capital na economia. Em segundo plano, o resultado negativo do Banco Central do Brasil evidencia como a dinâmica cambial afeta o balanço da autoridade monetária.

No exterior, a volatilidade nas ações da Nvidia mostra que a tecnologia segue determinando o humor global. A partir desse eixo monetário e financeiro, os demais acontecimentos se encadeiam, compondo um quadro de transição entre juros elevados e possível flexibilização.

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Monetária

Juros futuros recuam e mercado passa a discutir cortes mais intensos da Selic 📉

Os contratos de Depósito Interfinanceiro encerraram o pregão em queda ao longo de toda a curva, com destaque para os vencimentos intermediários. A taxa para janeiro de 2027 recuou para 13,175% e a de janeiro de 2031 cedeu para 12,945%. O movimento ganhou força após leilão robusto de títulos prefixados ser absorvido sem pressão adicional e diante da percepção de que o ciclo de cortes pode ganhar ritmo.

A queda dos juros reflete combinação de fatores. O mercado passou a incorporar cenário de inflação mais moderada e início do ciclo de flexibilização já na próxima reunião do Copom. Além disso, o desempenho dos Treasuries no exterior contribuiu para o alívio. Quando investidores acreditam que a inflação está cedendo, a exigência de prêmio de risco diminui e as taxas futuras recuam.

A consequência macroeconómica é ampla. Juros futuros servem como referência para crédito imobiliário, financiamento empresarial e precificação de ativos. Se a trajetória de queda se consolidar, haverá impacto direto sobre investimento e consumo, o que dialoga com as projeções de inflação e com o comportamento do câmbio.

Por que isso importa para você?
Quando as taxas futuras caem, financiamentos e empréstimos tendem a ficar mais baratos ao longo do tempo, afetando prestações e decisões de consumo.

Institucional

Banco Central registra prejuízo bilionário com valorização do real 🏛

O Banco Central do Brasil registrou resultado negativo de R$ 119,97 bilhões em 2025. O desempenho foi influenciado principalmente pelo efeito cambial sobre as reservas internacionais, que somam parcela relevante do ativo da instituição.

O prejuízo decorre da valorização do real frente ao dólar. Como as reservas são majoritariamente denominadas em moeda estrangeira, sua conversão para reais perde valor quando o câmbio se aprecia. Trata-se de efeito contábil, não operacional. O resultado foi absorvido pelo estoque acumulado de ganhos anteriores.

Embora não altere diretamente a política monetária, o resultado evidencia a sensibilidade do balanço do BC ao câmbio. Isso reforça a conexão entre política de juros, fluxo cambial e estabilidade financeira, tema que também explica a recente oscilação do dólar.

Por que isso importa para você?
O resultado do BC não impacta diretamente seu bolso, mas mostra como variações cambiais influenciam as contas públicas e a gestão da moeda.

Câmbio

Dólar sobe após sequência de quedas e reflete ajuste global 💵

Após cinco sessões de queda, o dólar avançou para R$ 5,1389, interrompendo o rali recente do real. O movimento ocorreu em ambiente externo mais avesso ao risco, com investidores reduzindo exposição a moedas emergentes.

A valorização do dólar foi interpretada como correção técnica após recuo acumulado superior a 2%. Quando há fluxo expressivo para ativos de maior rendimento, ajustes são comuns diante de incertezas externas, como resultados corporativos e tensões geopolíticas.

Oscilações cambiais influenciam inflação e decisões de política monetária. Um câmbio mais volátil pode afetar expectativas de preços, o que reforça a relevância do debate sobre cortes de juros e cenário inflacionário.

Por que isso importa para você?
O dólar impacta preços de combustíveis, eletrônicos e viagens. Movimentos rápidos podem influenciar o custo de vida no curto prazo.

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Tecnologia

Queda da Nvidia pressiona Nasdaq e expõe sensibilidade do setor 📈

As bolsas americanas fecharam sem direção única, com queda de 1,18% no Nasdaq Composite, pressionado por recuo de 5,46% nas ações da Nvidia. Mesmo com resultados acima das estimativas, o desempenho não atendeu às expectativas elevadas do mercado.

A reação demonstra que o setor de tecnologia opera com avaliações exigentes. Quando projeções são otimistas, qualquer sinal de desaceleração pode gerar correções abruptas. A inteligência artificial continua sendo vetor de crescimento, mas também de volatilidade.

A oscilação no setor afeta fluxos globais de capital e influencia moedas e bolsas emergentes. Isso se conecta ao movimento do dólar e às expectativas sobre crescimento mundial.

Por que isso importa para você?
Planos de previdência e fundos globais costumam ter exposição a empresas de tecnologia. Oscilações nesse setor afetam o valor de aplicações de longo prazo.

Commodities

Ouro recua abaixo de US$ 5,2 mil apesar da aversão a risco 🥇

Os contratos futuros do ouro encerraram em queda de 0,61%, cotados a US$ 5.194,2 por onça. O movimento ocorreu mesmo com ambiente de maior cautela nas bolsas.

A retração foi influenciada pela valorização do dólar e pela preferência por títulos do Tesouro americano. Quando o dólar sobe, o ouro tende a perder atratividade relativa, pois o metal é cotado na moeda americana.

A dinâmica revela que fluxos financeiros nem sempre seguem padrão único de aversão a risco. Investidores avaliam simultaneamente juros, câmbio e expectativas de política monetária.

Por que isso importa para você?
O comportamento do ouro sinaliza percepção global de risco e pode influenciar mercados financeiros que afetam seus investimentos.

Inflação

PicPay reduz projeção de IPCA e vê espaço para cortes mais rápidos 📊

O PicPay reduziu a projeção de inflação para 3,7% em 2026 e passou a considerar possibilidade de cortes de 0,75 ponto percentual no meio do ano. A revisão baseia-se em expectativa de moderação da inflação de serviços.

A desaceleração esperada decorre do fechamento do hiato do produto e da perda de fôlego do consumo após período de estímulos. Se confirmada, essa trajetória abre espaço para ciclo de flexibilização monetária mais intenso.

Expectativas de inflação são determinantes para a curva de juros. O cenário mais benigno reforça o movimento observado nos contratos futuros, mantendo coerência na hierarquia do cenário.

Por que isso importa para você?
Inflação menor preserva poder de compra e facilita redução de juros, impactando financiamentos e rendimento de aplicações.

Inovação

Kalshi expande mercado preditivo com infraestrutura da DriveWealth 🔮

A Kalshi firmou acordo com a DriveWealth para ampliar distribuição de mercados preditivos. A plataforma permite negociação baseada em eventos futuros, como indicadores económicos.

O avanço reflete tendência de diversificação de instrumentos financeiros. A tecnologia facilita integração via APIs, ampliando acesso a produtos antes restritos a nichos específicos.

Embora de menor impacto sistémico no curto prazo, a inovação indica transformação estrutural no mercado financeiro, com maior digitalização e integração global.

Por que isso importa para você?
Nova infraestrutura financeira pode ampliar oferta de produtos e alterar a forma como pessoas acessam mercados e informações.

☕Conclusão

A hierarquia desta semana é clara. A queda dos juros futuros e a expectativa de aceleração nos cortes da Selic constituem o eixo central do cenário. Em seguida, o resultado do Banco Central do Brasil evidencia a interação entre câmbio e política monetária.

O dólar e as bolsas internacionais refletem o ambiente global de transição, enquanto inflação e commodities reforçam a coerência do movimento de descompressão das taxas. A inovação financeira completa o quadro, mostrando que, paralelamente ao ciclo monetário, o sistema financeiro segue em transformação estrutural.

“A política monetária funciona com defasagens longas e variáveis.”

Milton Friedman

Milton Friedman (1912–2006) foi um influente economista, estatístico e escritor norte-americano, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1976.

Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!

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