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Na notícia de hoje:

🌊 A Maré Baixa do Gringo: O investidor estrangeiro tirou o time de campo na B3, mas o jogo anual ainda está ganho.

🛢️ O Cabo de Guerra do Petróleo: Entre drones na Rússia e sanções na Venezuela, o barril não sabe se sobe ou desce.

🔮 A Bola de Cristal de 2026: Morgan Stanley projeta o dólar e avisa: a eleição vai ditar o ritmo da nossa moeda.

💊 Europa e a Pílula Mágica: Com a agenda vazia, as bolsas de lá dançaram conforme a música das farmacêuticas (alô, Ozempic!).

🥇 Ouro, o Zagueiro Seguro: Quando o mundo fica perigoso e o dólar fraqueja, todo mundo corre para a proteção do metal.

🤝 O Cheque Bilionário do Mercantil: O banco resolveu uma briga antiga com a Fazenda para limpar a casa e seguir o baile.

📉 O Silêncio que Vale Dinheiro: O cancelamento de uma entrevista política acalmou os ânimos e fez os juros futuros caírem.

Sabe aquela sensação de quando você chega na praia, o sol está brilhando, mas você vê umas nuvens carregadas lá no horizonte, perto das Cagarras? O mercado financeiro está exatamente assim. Estamos vivendo um momento de calmaria tensa.

Nesta semana, o sentimento geral foi de "arrumar a casa antes do Natal". Não tivemos grandes tempestades, mas o mar não está para peixe amador. O fio condutor que une todas as notícias que vamos discutir hoje é a incerteza cautelosa. Seja o gringo tirando dinheiro da bolsa, o petróleo oscilando com guerras ou os juros reagindo a fofocas políticas, o recado é um só: o investidor está com o pé no freio, observando cada movimento. Ninguém quer ser o herói que entra no mar bravo sozinho.

Vamos mergulhar fundo (mas com segurança) em cada um desses pontos.

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Fluxo

O Gringo Fez as Malas (Mas Deixou o Chinelo) ✈️

Olha só, vamos começar com o "Dono da Bola": o investidor estrangeiro. Na sexta-feira, dia 19, a turma de fora sacou R$ 768,9 milhões da nossa Bolsa (B3). No acumulado de dezembro, já levaram embora R$ 1,2 bilhão.

"Pô, mas isso é ruim, não é?" Calma, torcedor. Vamos olhar o replay do ano todo. Mesmo com essa saída recente, o saldo de 2025 ainda é positivo em R$ 26,1 bilhões. O gringo ainda gosta da gente, mas no final de ano é natural que eles realizem lucros (botem o dinheiro no bolso) ou realoquem recursos para mercados que eles consideram menos arriscados no curto prazo.

O Contexto Técnico: O mercado se divide basicamente em três times:

Estrangeiros: O "smart money" global.

Institucionais: Os fundos de investimento brasileiros (aqui, o saldo do ano está feio, negativo em R$ 47,5 bilhões).

Varejo (Pessoa Física): Eu e você. Nós estamos comprando! Saldo positivo de R$ 5,7 bilhões no ano.

O que aconteceu foi uma "realização no mercado secundário". Traduzindo: eles venderam ações que já estavam em circulação. Enquanto isso, o investidor institucional (os fundos locais) aproveitou para comprar R$ 3,1 bilhões no mesmo dia. É como se o gringo estivesse saindo do bar e o brasileiro estivesse chegando para o happy hour.

Por que isso importa para você?
O fluxo estrangeiro é o motor da nossa Bolsa. Quando eles compram, o Ibovespa sobe; quando vendem, ele sofre para andar. Essa saída recente mostra que o Brasil ainda é atrativo, mas não é um "no-brainer" (uma escolha óbvia) no momento. Para a economia real, menos dólar entrando na bolsa pode significar, lá na ponta, um dólar um pouco mais caro e menos financiamento para as empresas crescerem.

Commodities

O Cabo de Guerra do Ouro Negro 🛢️

Se o mercado de ações é o ataque, o petróleo é o meio de campo que distribui o jogo para a economia global. E o jogo está travado. O preço do petróleo está rondando a estabilidade (Brent a US$ 62,17 e WTI a US$ 58,05), mas essa "calma" é enganosa.

Imagine um cabo de guerra.

De um lado (Puxando para baixo): Temos os Estados Unidos produzindo petróleo como se não houvesse amanhã e estoques globais cheios. Isso é Excesso de Oferta. Quando tem muito tomate na feira, o preço cai. É a lei básica.

Do outro lado (Puxando para cima): A bagunça geopolítica. A Ucrânia mandando drones em refinarias russas e os EUA mantendo o bloqueio ao petróleo da Venezuela. Isso gera Medo de Escassez.

O Contexto Técnico: O mercado está operando com um "Prêmio de Risco". O preço não cai mais porque os traders morrem de medo de uma bomba estourar em algum lugar estratégico amanhã de manhã e cortar o fornecimento. No entanto, o preço não sobe muito porque, fisicamente, o mundo está nadando em petróleo. Estamos presos nesse "range" (faixa de preço).

Por que isso importa para você?
Petróleo impacta tudo. Se ele disparar por causa de uma guerra, a gasolina na bomba sobe, o frete do caminhão sobe, e o tomate no mercado fica mais caro. Se ele despencar, ajuda a controlar a inflação, o que permite ao Banco Central baixar os juros. Essa estabilidade atual é boa para o planejamento, mas é uma estabilidade frágil, apoiada em conflitos armados.

Câmbio

A Bola de Cristal para 2026: Dólar a R$ 4,75 ou R$ 5,30? 🔮

Agora vamos falar do assunto que todo brasileiro adora (e odeia): o Dólar. O banco Morgan Stanley, um dos "tubarões" de Wall Street, soltou uma análise que é pura aula de macroeconomia.

A estrategista Ioana Zamfir mandou a real: o que vai definir o preço do dólar em 2026 não é apenas quem vai ganhar a eleição, mas como o vencedor vai lidar com o cofre do governo (política fiscal).

Eles desenharam dois cenários:

O Cenário dos Sonhos: Um governo que faça uma gestão eficiente da dívida e ajuste as contas. Nesse caso, o dólar poderia cair para R$ 4,75.

O Cenário Básico: Muita incerteza, brigas políticas e contas "mais ou menos". A projeção média ponderada fica em R$ 5,30.

O Conceito de "Carry Trade": A estrategista mencionou que o Real tem um "carrego" (carry) alto. Deixa eu te explicar isso com uma metáfora de botequim. Imagine que você pega dinheiro emprestado no Japão pagando juros zero e aplica no Brasil ganhando 12% ao ano. A diferença é o seu lucro, o "carry". O Brasil paga bem para quem deixa o dinheiro aqui. Isso atrai dólares e segura a cotação. Porém, ela avisa: se a política ficar muito bagunçada (Risco Fiscal), nem esse juro alto compensa o risco de tomar um calote ou ver a moeda derreter.

Por que isso importa para você?
Além de afetar sua viagem para a Disney, o dólar define o preço do pão (trigo importado), do celular e da energia. O Morgan Stanley vê o dólar fazendo um "V" no mundo: caindo até meados de 2026 (bom para nós) e subindo depois. O recado é claro: 2026 será um ano de volatilidade. Apertem os cintos, porque a campanha eleitoral vai chacoalhar o seu bolso.

Internacional

O Velho Continente e a Farmácia do Futuro 🌍

Enquanto a gente olha para Brasília, a Europa estava olhando para a bula de remédio. Com a agenda de indicadores econômicos vazia (ninguém trabalha direito na semana de Natal, nem na Europa), o que movimentou as bolsas por lá foi o Noticiário Corporativo.

O grande destaque foi a Novo Nordisk, aquela empresa dinamarquesa que, sozinha, vale mais que o PIB de muitos países. As ações subiram mais de 9% porque a FDA (a Anvisa dos EUA) aprovou uma versão em pílula do Ozempic/Wegovy.

O Contexto Técnico: Isso mostra uma rotação de setor. Quando a economia está meio parada, investidores correm para setores "defensivos" ou de "crescimento secular", como saúde. As pessoas podem parar de comprar carro novo, mas não param de comprar remédio. O setor bancário europeu também subiu, ajudando índices como o de Londres e Frankfurt. Só Paris caiu um pouquinho.

Por que isso importa para você?
Isso nos ensina sobre diversificação. Enquanto o Brasil discute política, o mundo está discutindo biotecnologia e inovação. Se você só olha para o seu umbigo (investimentos locais), perde a chance de surfar ondas globais de inovação que geram trilhões de dólares em valor. Além disso, mostra como uma única aprovação regulatória pode mudar o destino de uma empresa gigante.

Proteção

O Brilho do Medo: Ouro na Máxima 🛡️

Sabe quando o tempo fecha de vez e você corre para baixo da marquise? No mercado financeiro, essa marquise se chama Ouro.

O metal precioso renovou suas máximas históricas, fechando acima de US$ 4.500 a onça-troy. Os motivos? Uma tempestade perfeita:

1. Dólar Fraco: Quando a moeda americana cai, o ouro (que é cotado em dólar) fica "mais barato" para quem usa outras moedas, aumentando a demanda.

2. Geopolítica: O presidente Donald Trump (sim, o texto menciona Trump como presidente e suas ameaças à Venezuela) está elevando o tom. "Tomada de petroleiros", "sanções"...

3. Fim de Ano: Investidores querendo dormir tranquilos compram proteção.

O Contexto Técnico: O ouro não paga juros (dividendos). Você compra esperando que ele valorize ou para não perder dinheiro com a inflação/crise. Quando o juro real dos EUA cai ou a incerteza política sobe, o "custo de oportunidade" de ter ouro diminui. Hoje, o medo de conflitos (EUA vs. Venezuela) fala mais alto.

Por que isso importa para você?
O ouro funciona como um seguro de carro. Você paga esperando não usar, mas se baterem no seu carro (crise global), ele te salva. A alta do ouro é um termômetro de medo. Se ele está subindo muito, é sinal de que os grandes gestores globais estão vendo problemas sérios no horizonte geopolítico.

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Pelosi Made 178% While Your 401(k) Crashed

Nancy Pelosi: Up 178% on TEM options
Marjorie Taylor Greene: Up 134% on PLTR
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Meanwhile, retail investors got crushed on CNBC's "expert" picks.

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Corporativo

Limpando a Gaveta: O Cheque de R$ 1 Bilhão do Mercantil 🤝

Aqui vai uma aula de gestão bancária. O Banco Mercantil decidiu parar de brigar e pagou uma conta salgada: R$1,055 bilhão para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A história é a seguinte: o banco tinha disputas tributárias (impostos que achava que não devia pagar) que somavam R$ 2,5 bilhões e se arrastavam há 20 anos. Eles fizeram um acordo, ganharam um desconto e pagaram R$ 1 bi à vista para encerrar 96% dessas brigas.

O "Pulo do Gato" (Índice de Basileia): Para pagar essa conta, o banco vai fazer um aumento de capital (pedir dinheiro aos sócios) de R$ 500 milhões. Por quê? Para recompor o Índice de Basileia. Metáfora: O Índice de Basileia é como a "gordura" que o banco precisa ter para emprestar dinheiro. Se o banco tem R$ 100 emprestados na praça, ele precisa ter, digamos, R$ 11 guardados no cofre dele (capital próprio) por segurança. Ao gastar R$ 1 bi pagando a dívida, essa gordura diminuiu. O aumento de capital serve para repor essa gordura e permitir que o banco continue emprestando.

Por que isso importa para você?
Isso mostra solidez. Um banco que prefere pagar uma dívida bilionária para tirar a incerteza da frente ("limpar o balanço") está pensando no longo prazo. Para o sistema financeiro brasileiro, é excelente: menos processos na justiça, mais dinheiro no cofre do governo e um banco com as contas em dia. Mostra que o sistema bancário brasileiro é conservador e seguro.

Juros

O Silêncio que Vale Ouro (ou Queda de Juros) 📉

Para fechar, vamos falar dos Juros Futuros (DI). Lembra que eu disse que política faz preço? Pois é. Os juros futuros caíram na terça-feira. O motivo? O cancelamento de uma entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Ué, mas por que isso derruba juros?" O mercado financeiro tem um "candidato dos sonhos" para 2026, que seria o governador Tarcísio de Freitas (visto como mais técnico). O medo do mercado era que Bolsonaro, na entrevista, declarasse apoio total a Flávio Bolsonaro, tirando Tarcísio da jogada. Como a entrevista não aconteceu, a "esperança" de uma candidatura Tarcísio (ou de um cenário menos polarizado/caótico) sobreviveu mais um dia.

Isso fez o Risco Brasil cair. Quando o risco cai, a taxa de juros que o mercado cobra para emprestar dinheiro ao governo lá em 2027, 2029 ou 2031 diminui.

O Contexto Técnico: A curva de juros estava precificando (apostando) que a Selic cairia pouco. Com esse "alívio", o mercado retirou um pouco do prêmio de risco. É o que chamamos de "desinclinação da curva". O dólar também caiu para R$ 5,53 com essa calmaria.

Por que isso importa para você?
O DI futuro é quem manda no juro do seu financiamento imobiliário e no crediário da loja. Se o DI cai, o custo do dinheiro para a economia real tende a ficar mais barato. É a prova de que o "ruído" político custa caro para o país, e o silêncio, às vezes, é lucro.

☕Conclusão

Meus amigos, juntando todas as peças desse quebra-cabeça: O gringo está realizando lucros, mas o ano foi bom. O petróleo e o ouro nos avisam que o mundo está perigoso. O Banco Mercantil nos ensina que é melhor resolver problemas antigos do que arrastá-los para sempre. E a política... ah, a política continua sendo o nosso maior fator de volatilidade, capaz de fazer os juros subirem ou descerem com o simples cancelamento de uma entrevista.

O mercado hoje pede prudência. Não é hora de grandes aventuras, nem de pânico. É hora de fazer como o bom carioca: observa o mar, espera a série de ondas grandes passar e só entra quando tiver certeza que dá pé. A economia brasileira tem fundamentos interessantes (como o "carry" alto), mas o cenário eleitoral de 2026 já está projetando sua sombra sobre 2025.

Fique atento aos sinais, mantenha seu portfólio diversificado e nunca subestime o poder de uma notícia política numa terça-feira à tarde.

Para encerrar, deixo uma reflexão do grande mestre Carlos Geraldo Langoni, que foi presidente do Banco Central e entendia como poucos a alma da nossa economia:

"O Brasil é um país condenado a crescer. O problema é o custo social desse crescimento, que é agravado pela incerteza. Não existe mágica em economia: ou se faz o dever de casa, ou se paga o preço da instabilidade."

Carlos Geraldo Langoni (1944–2021) foi um influente economista brasileiro, conhecido por ser o primeiro brasileiro a obter um doutorado em economia pela Universidade de Chicago (1970)

Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!

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