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Na notícia de hoje:

💸 Dólar nervoso: A moeda americana subiu no telhado (R$ 5,58) com medo de eleição e fluxo de saída.

🔮 A Bilionária Vidente: Conheça a brasileira dona da Kalshi e os mercados de predição.

🏛️ Duelo de Titãs: Xandão, Galípolo e a pressão sobre o Banco Central no caso Master.

🌍 A Vez dos Emergentes: Por que 2026 promete ser o ano da virada para nós (e os vizinhos).

💻 Tech Salva: Nova York sobe nas costas da tecnologia, ignorando o resto.

🛢️ Petróleo Quente: Tensão entre EUA e Venezuela faz o barril ferver.

Bitcoin na Montanha-Russa: US$ 90 mil é o novo normal ou tem pegadinha?

Hoje o mercado financeiro estava parecendo a Avenida Brasil em véspera de feriado com chuva: um trânsito caótico, gente querendo sair, gente querendo entrar, e uns sinais vermelhos que ninguém sabe se respeita ou não.

A semana começou daquele jeito, meu consagrado. Temos um cardápio variado hoje, que vai desde a política de Brasília atrapalhando o câmbio até uma jovem brasileira ensinando Wall Street a fazer contas.

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Câmbio

O Dólar de Ressaca (R$ 5,59) e o Culpado não é só o Santo 💸

Olha só, meu amigo, se você estava planejando aquela viagem para a Disney ou comprando muamba importada, a notícia é azeda. O dólar à vista fechou o dia quase beijando os R$ 5,60 (fechou em R$ 5,59), com uma alta de quase 1%. E o Euro? Esse já passou dos R$ 6,56. Mas por que esse mau humor todo se lá fora o dólar até caiu contra outras moedas (o índice DXY recuou)?

O Fluxo de Saída (A Conta Chegou): Dezembro é historicamente um mês onde as multinacionais mandam o lucro de volta para a matriz. É como aquele primo que vem passar o Natal, come a ceia e leva o resto do pernil na tupperware. Empresas estão remetendo dividendos e ajustando balanços. Segundo operadores, teve uma saída forte de capital na parte da tarde. Isso é sazonal, acontece todo ano. O problema é quando junta a fome com a vontade de comer: pouco dinheiro circulando (liquidez baixa de segunda-feira) faz qualquer ordem de compra grande mexer muito no preço.

O Fantasma da Eleição: Aqui o buraco é mais embaixo. O mercado começou a precificar o risco eleitoral. O nome do senador Flávio Bolsonaro ganhou força no noticiário. "Mas economista, o mercado não gosta de direita?" Em tese, sim. O problema é a leitura dos operadores: eles acham que, mesmo crescendo, Flávio não ganha do Lula num segundo turno. E se o mercado acha que o Lula ganha, ele precifica a continuidade da política fiscal atual. E, convenhamos, a política fiscal atual (gastos x arrecadação) é o que tem tirado o sono da Faria Lima e do Leblon.

O Detalhe Técnico (Clearing): Para piorar, dia 24 a B3 não abre. Então, quem precisava de dólar, correu para comprar hoje porque a liquidação (o "toma lá, dá cá" financeiro) só acontece em dois dias. Sem a "clearing" (a câmara que garante que ninguém vai dar calote), o risco aumenta e a liquidez some. Resultado: dólar caro.

Por que isso importa para você? Dólar alto não é só ruim para turista. É ruim para a inflação. O pãozinho, a gasolina, o remédio... tudo tem um pezinho no dólar. Se a moeda não acalma, os juros (Selic) demoram mais a cair.

Futuro

A 'Mãe Dináh' dos Bilhões: Kalshi quer jogo no Brasil 🔮

Agora, deixa eu te contar uma história que dá orgulho e curiosidade. Imagine uma menina brasileira, de 29 anos, que virou a bilionária mais jovem do mundo (sem herdar nada do papai) criando uma bolsa de valores para... o futuro. O nome dela é Luana Lopes Lara e a empresa é a Kalshi.

O que é essa tal de Kalshi? Sabe quando a gente aposta uma caixa de cerveja no Fla-Flu? Isso é jogo de azar. A Kalshi faz algo parecido, mas com terno e gravata. Eles criaram um mercado regulado nos EUA onde você negocia "eventos". Vai ter Brexit? O Fed vai cortar juros? Quem ganha a eleição?

A Luana explicou que a ideia não é "apostar", é fazer Hedge (proteção). Vou te dar um exemplo sensacional que ela usou: Imagine que você é dono de uma rede de hotéis na cidade onde vai rolar a final da NBA. Se a série de jogos for até o sétimo jogo, você fatura muito. Se acabar em 3 jogos (um time varrer o outro), você perde dinheiro. O que você faz? Vai na Kalshi e compra um contrato que te paga se a série for curta. Se o jogo acabar rápido, você perde hóspedes, mas ganha no mercado financeiro. É o seguro do seu negócio.

O Plano Brasil: A Kalshi acabou de levantar US$ 1 bilhão e quer entrar no Brasil. Mas calma lá. Ela mesma disse que o nosso mercado é binário: ou é casa de aposta (Bet) ou é derivativo complexo. Ela quer trazer o conceito de "Price Discovery".

O Conceito de Ouro: Price Discovery Isso aqui é bonito. Mesmo que você não opere, o preço do contrato diz muito. Se na Kalshi o contrato "Lula vence 2026" está custando 60 centavos, o mercado está dizendo que há 60% de chance. Isso é informação pura, sem o viés de pesquisa eleitoral. É gente colocando dinheiro na reta.

Por que isso importa para você? Se a Kalshi entrar aqui, não vai ser (só) para você brincar de adivinhar o tempo. Vai ser uma ferramenta para empresas se protegerem de riscos que hoje não têm seguro: risco político, risco climático, risco de eventos esportivos. É a sofisticação do mercado chegando num nível novo.

Bastidores

Telefone sem fio em Brasília: Xandão, Galípolo e o Banco Master 🏛️

Meus amigos, segura essa, porque quando política e regulação bancária se misturam, sai faísca. O noticiário de hoje trouxe um bastidor digno de série da Netflix.

Segundo jornalistas, o ministro Alexandre de Moraes (STF) teria procurado Gabriel Galípolo (Presidente do Banco Central) para, digamos, "interceder" a favor do Banco Master. O contexto: o Banco Master estava tentando ser vendido para o BRB, mas o negócio estava travado no BC.

A Trama: Moraes teria dito que "gostava" do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Master) e que o banco estava sendo perseguido por incomodar os grandes. Galípolo, com a frieza técnica que o cargo exige, teria respondido: "Ministro, a gente achou umas fraudes de R$ 12 bilhões aqui nos créditos". Aí, dizem as fontes, Moraes recuou: "Ah, se tem fraude, não tem jeito".

O Conflito de Interesses: Para apimentar o caldo, a esposa do ministro Moraes tinha um contrato de advocacia com o Banco Master. O senador Alessandro Vieira já disse que vai pedir investigação sobre isso.

A Análise Econômica (Sem Paixão Política): O que nos interessa aqui é a Institucionalidade. O Banco Central é o guardião da moeda e da estabilidade financeira. Ele precisa ser autônomo para dizer "NÃO" a um banco que tem rombo, seja ele amigo do Rei, do Bispo ou do Ministro. A notícia de que Galípolo segurou a onda e os técnicos do BC fizeram o trabalho deles (descobrir a fraude e liquidar o banco depois) é, ironicamente, uma boa notícia. Mostra que o sistema de defesa do nosso dinheiro funciona, mesmo sob pressão de gente muito poderosa.

Por que isso importa para você? Se o BC fosse frouxo e aprovasse venda de banco quebrado por pressão política, o risco sistêmico aumentaria. No limite, é o seu dinheiro na conta poupança que corre risco se o sistema bancário vira bagunça. A rigidez do BC é o seu cinto de segurança.

Tendência

O Retorno dos Excluídos: Emergentes prometem brilhar em 2026 🌍

Lembra daquele garoto que ninguém dava bola na escola e anos depois apareceu rico e bonito na reunião de turma? Esses são os Mercados Emergentes (nós inclusos) entrando em 2026.

Wall Street está mudando a mão. Depois de anos só comprando Estados Unidos, os gestores gringos estão achando a bolsa americana cara demais (falaremos disso já já). E para onde vai o dinheiro? Para onde está barato e pagando juros altos: Mercados Emergentes.

Os Sinais da Virada:

1. Ações baratas: Pela primeira vez desde 2017, ações de emergentes estão performando melhor que as americanas em algumas métricas.

2. Carry Trade: Os gringos tomam dinheiro emprestado onde o juro é zero (Japão, Europa) e aplicam aqui para ganhar o nosso juro gordo.

3. Fluxo: Fundos de dívida emergente captaram US$ 4 bilhões só na semana passada. O pessimismo está, segundo o Bank of America, "em extinção".

O Risco China e Dólar: Nem tudo são flores. A China está exportando deflação (vendendo barato demais porque ninguém compra lá dentro), o que atrapalha nossas indústrias. E se o dólar global ficar forte demais porque o Fed não corta juros, a festa dos emergentes acaba, porque nossas dívidas em dólar ficam impagáveis.

Por que isso importa para você? Se esse fluxo de dinheiro gringo se confirmar para 2026, o Brasil tende a receber uma enxurrada de dólares. Isso ajuda a derrubar a cotação da moeda (bom para inflação), valoriza a bolsa (bom para seus investimentos) e facilita o crédito. É a luz no fim do túnel.

Tecnologia

Wall Street no samba de uma nota só (mas que nota!) 💻

Enquanto o Brasil vive seus dramas, Nova York segue seu baile, e a música quem escolhe é o DJ Tech. As bolsas americanas fecharam em alta (S&P 500 subiu 0,64%), puxadas de novo por elas: as empresas de tecnologia.

Nvidia e Micron: Essas empresas são os "atacantes" do time. A Micron subiu 4% e a Nvidia 1,5%. O mundo está sedento por chips e Inteligência Artificial, e o mercado americano continua sendo a casa dessas inovações.

O Fed Confuso: O Banco Central Americano (Fed) está parecendo comentarista de futebol: cada um diz uma coisa. Uma diretora (Beth Hammack) diz que tem que parar de cortar juros. Outro diretor (Stephen Miran) diz que se não cortar, vem recessão. Essa indecisão deixa o mercado volátil, mas a tecnologia tem servido como um porto seguro. "Na dúvida, compro Nvidia".

Por que isso importa para você? A economia americana é a locomotiva do mundo. Se eles continuam crescendo (puxados por tech), eles compram nossos produtos e mantêm o mundo girando. Mas se essa bolha de tech estourar ou se os juros lá ficarem altos para sempre, o dinheiro sai daqui e volta para lá num piscar de olhos.

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Energia

O Barril ferveu: Tensão Venezuela x EUA puxa o preço 🛢️

Lembra que falei que a geopolítica estava no cardápio? O petróleo subiu mais de 2% hoje. O motivo? Nossos vizinhos aqui de cima, a Venezuela.

Os Estados Unidos apreenderam um terceiro barco venezuelano em águas internacionais. É briga de cachorro grande. O mercado olha isso e pensa: "Vai faltar petróleo".

A Pegadinha do Petróleo Pesado: Você pode pensar: "Mas a Venezuela produz pouco hoje em dia". Verdade, é cerca de 1% do mundo. O problema é a qualidade. O petróleo deles é pesado, denso. As refinarias americanas (especialmente no Golfo do México) foram construídas para processar esse óleo pesado, que vira diesel e asfalto com eficiência. Sem ele, as refinarias ficam ineficientes. É como tentar colocar gasolina aditivada num motor a diesel antigo.

Por que isso importa para você? Petróleo mais caro lá fora = pressão para a Petrobras aumentar preço aqui. A Petrobras segura quando pode, mas se a tensão escalar, a gasolina na bomba pode sentir o reflexo. E gasolina mais cara é igual a frete mais caro, que é igual a comida mais cara. Tudo está conectado.

Cripto

Bitcoin a US$ 90 mil: A festa que termina com a conta no vermelho ₿

Para fechar, vamos falar do ouro digital. O Bitcoin retomou os US$ 90 mil. Bonito, né? Mas a manchete tem um gosto amargo: "Caminha para terminar o ano no vermelho".

Calma, a matemática aqui é trapaceira. O texto diz que ele subiu 121% em 2024, mas acumula baixa nos últimos 365 dias (uma janela móvel específica ou referência a desempenho real ajustado em certas carteiras de curto prazo mencionadas). O ponto central é: o Bitcoin está lateralizado, preso numa "jaula" entre US$ 85 mil e US$ 90 mil.

A Explicação Técnica (Derivativos): Consultorias apontam que o preço não está subindo mais porque tem muita gente "travada" em opções (derivativos) que vencem dia 26 de dezembro. É uma "compressão forçada". Imagine uma mola sendo segurada. Quando esses contratos vencerem (dia 26), a mola solta. Pode explodir para cima ou chicotear para baixo.

Institucionais saindo? O alerta amarelo acendeu porque os ETFs (fundos de bolsa) de Bitcoin tiveram saídas de quase US$ 500 milhões. O "dinheiro esperto" realizou lucro.

Por que isso importa para você? Se você tem cripto, dia 26 de dezembro é sua data chave. A limpeza dos derivativos pode trazer a volatilidade que estava faltando. Para quem não tem, serve de lição sobre como o mercado financeiro moderno funciona: às vezes o preço de um ativo não é sobre o valor dele, mas sobre apostas cruzadas (derivativos) que precisam vencer antes do preço andar.

☕Conclusão

Voltando à nossa metáfora da Avenida Brasil: o trânsito está pesado, o dólar está buzinando alto e os guardas (Bancos Centrais) estão batendo cabeça. Mas, olhando lá no horizonte (2026), a pista parece livre para os emergentes.

O Brasil tem essa mania de ser o país do futuro que nunca chega, mas as peças estão se movendo. Temos a inovação de empreendedoras como a Luana da Kalshi, temos instituições que (aos trancos e barrancos) seguram pressões políticas, e temos um mundo querendo investir aqui. O segredo agora é sobreviver à volatilidade de curto prazo — e ao risco político — para aproveitar a festa lá na frente.

Proteja seu patrimônio, não faça dívidas em dólar e fique de olho na política, porque em Brasília, até o passado é incerto.

Para encerrar com a sabedoria de quem já viu de tudo na economia brasileira, deixo vocês com uma pérola de Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, que resume nossa eterna luta entre a realidade e o potencial:

"O Brasil é um país onde as leis não pegam, mas os juros pegam."

Edmar Bacha é um renomado economista, professor e escritor brasileiro, amplamente reconhecido como um dos principais idealizadores do Plano Real

Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!

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