Na notícia de hoje:

📈 O Ibovespa nas Nuvens: Índice rompe os 175 mil pontos com gringo comprando tudo o que vê pela frente.

💵 Dólar de Joelhos: Cotação recua para R$ 5,28 com alívio global e rotação de carteiras.

🌍 Tio Sam Mais Calmo: Trump recua na Groenlândia, PIB dos EUA voa e o mundo respira.

🥇 Ouro Reluzente: Metal precioso bate recorde histórico acima de US$ 4,9 mil.

🏗️ Fábrica de Dinheiro: Mercado de capitais brasileiro emite R$ 838 bilhões e bate recorde histórico.

Cripto na B3 de NY: BitGo faz IPO de sucesso e institucionaliza de vez o Bitcoin.

🗳️ O "Kit Eleição": A volatilidade política de Flávio Bolsonaro e a reação das estatais e varejistas.

Se o mercado financeiro fosse a praia de Ipanema num domingo de sol, hoje não tinha espaço nem para esticar a canga. A sensação geral é de que o "mar está de almirante" depois de uma tempestade daquelas que alaga a Praça da Bandeira. Sabe quando o tempo abre, o sol bate no Morro Dois Irmãos e todo mundo esquece que o trânsito estava caótico meia hora antes? Pois é. O investidor estrangeiro, aquele "gringo" que a gente adora ver gastando no quiosque, resolveu desembarcar de mala e cuia na B3.

Tivemos uma conjunção astral que nem o melhor pai de santo da Baixada poderia prever: lá fora, os ânimos geopolíticos esfriaram (a briga pela Groenlândia deu uma trégua), e aqui dentro, apesar do barulho político que nunca falta, os ativos estavam tão baratos que pareciam promoção de X-Tudo em fim de feira. O resultado? Recordes atrás de recordes. Mas, como bom carioca escaldado, a gente sabe que "camarão que dorme a onda leva". O cenário é de euforia, mas tem muito fundamento técnico justificando essa festa. Puxa a cadeira, pede um mate gelado e vamos entender o que está acontecendo com o seu dinheiro.

Lançamento

Chegou o Economia sem Economês.

O programa Economia sem Economês foi desenhado para quem cansou de ver a inflação corroer o poder de compra ou de cair em armadilhas de juros que chegam a 50% ao ano no Brasil.

Não é sobre ficar rico da noite para o dia, é sobre parar de tomar decisões ruins. É ter a clareza matemática para decidir se vale a pena alugar ou financiar um imóvel e saber quando parcelar uma compra pode ser mais inteligente do que pagar à vista.

O que você recebe ao entrar hoje:

  • Acesso Imediato: Vídeo aulas gravadas com Rian Tavares.

  • App Mobile Exclusivo: Estude no trânsito, na fila ou em casa.

  • Material de Apoio (PDFs): Guias visuais para consulta rápida sobre investimentos e decisões.

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Bolsa

O Gigante Acordou e Pediu Mais Uma 🚀

Olha, se você piscou, perdeu a subida. O Ibovespa não só rompeu a barreira dos 175 mil pontos, como fechou em 175.589, com uma alta de 2,20% num único dia. No meio do pregão, chegou a beliscar os 177 mil. Para você ter uma ideia, o volume financeiro foi de R$ 33,6 bilhões só no índice. Sabe o que é isso? É fluxo, meu amigo. É dinheiro pesado entrando.

O que está rolando é um movimento clássico que chamamos de "rotação de carteira". O gringo olhou para os Estados Unidos, viu que as ações de tecnologia lá estavam mais caras que aluguel no Leblon, e decidiu buscar oportunidades em mercados que ficaram para trás, mas que têm "sustância". E quem é a bola da vez? O Brasil. As nossas blue chips (as empresas grandes e sólidas) subiram em bloco. Banco do Brasil voou quase 5%, Itaú e Bradesco foram atrás.

Além disso, as commodities deram uma ajuda. A Vale, sozinha, movimentou mais de R$ 5 bilhões. O investidor estrangeiro está com um apetite voraz por ativos reais, e nossas empresas exportadoras são o prato principal desse banquete. É uma injeção de liquidez que lubrifica toda a engrenagem da economia.

Por que isso importa para você?

Sabe aquele plano de previdência privada ou aquele fundo multimercado que você tem no banco e que andava meio de lado? Provavelmente a rentabilidade dele vai dar um salto este mês. Quando a Bolsa sobe forte assim, puxada por grandes empresas, gera o que chamamos de "efeito riqueza". As empresas valem mais, conseguem crédito mais barato e tendem a investir e contratar mais. Mesmo que você não tenha uma única ação, o aquecimento do mercado financeiro costuma antecipar uma melhora na economia real.

Câmbio

O Dólar Foi Nadar e Esqueceu de Voltar 📉

Lembra do final do ano passado? Aquele estresse, dólar subindo, todo mundo achando que o mundo ia acabar com o anúncio da pré-candidatura do Flávio Bolsonaro? Pois é, parece que o mercado tomou um Rivotril. O dólar à vista recuou 0,67% e fechou a R$ 5,2840. É o menor patamar desde novembro de 2025.

O que explica esse "milagre"? É a combinação da fome com a vontade de comer. Primeiro, o alívio lá fora: com menos medo de guerra, o investidor para de correr para a segurança do dólar e aceita arriscar em moedas de países emergentes (nós). Segundo, o fluxo que citei acima. Para o gringo comprar ações da Vale ou do Itaú, ele precisa vender dólares e comprar reais. Muita gente vendendo dólar = preço cai. Lei da oferta e da demanda, simples como pedir um chopp.

Analistas apontam que, apesar da queda, o real nem foi o destaque global (a Colômbia brilhou mais), mas estamos surfando bem essa onda de "busca por valor". O Brasil tem juros altos (o que atrai capital) e é uma democracia sólida num mundo cheio de maluco. Isso conta pontos.

Por que isso importa para você?

Dólar mais baixo é sinônimo de alívio no seu bolso, direta e indiretamente. Se você planeja viajar (Disney ou Europa), seu poder de compra aumentou. Mas o principal impacto é na inflação. Muito do que consumimos — do pãozinho (trigo importado) à gasolina — tem preço atrelado ao dólar. Com a moeda americana caindo, a pressão sobre os preços no supermercado tende a diminuir, o que ajuda o Banco Central a não precisar subir tanto os juros lá na frente. É bom para todo mundo.

Macroeconomia

Tio Sam: Entre a Paz na Groenlândia e o PIB Bombando 🇺🇸

O cenário internacional, que estava parecendo final de campeonato com prorrogação e pênaltis, deu uma acalmada. Donald Trump, no melhor estilo "morde e assopra", recuou nas ameaças sobre a Groenlândia e o Irã. Além disso, rolou um papo com o Zelensky em Davos que sinalizou algum progresso (ainda que tímido) na questão da Ucrânia. O mercado odeia incerteza, e quando ela diminui, os ativos de risco sobem.

Mas o que chamou a atenção mesmo foi a economia americana. O PIB dos caras cresceu 4,4% no 3º trimestre. Isso é ritmo de país emergente, não de economia desenvolvida! E o melhor: a inflação (medida pelo PCE) veio comportada, subindo 0,2%.

Isso cria o cenário dos sonhos, o tal do Soft Landing (pouso suave). A economia cresce, mas sem gerar inflação descontrolada. As Bolsas de NY (Dow Jones, S&P 500, Nasdaq) fecharam todas no azul, perto das máximas históricas. Quando o motor do mundo (EUA) vai bem e sem crises geopolíticas iminentes, sobra dinheiro para investir no resto do planeta.

Por que isso importa para você?

Nós somos um barco pequeno navegando ao lado de um transatlântico (EUA). Se o mar lá está calmo e eles estão prosperando, as ondas que chegam aqui são favoráveis. O crescimento robusto dos EUA significa que eles continuam comprando nossos produtos e exportando capitais. Além disso, se a inflação lá está controlada, o banco central deles (Fed) não precisa fazer loucuras com os juros, o que mantém o fluxo de dinheiro vindo para o Brasil.

Commodities

Ouro Brilha Mais que Sol de Meio-Dia, Petróleo Tira Folga 🛢️

Aqui temos um movimento curioso, quase uma "divergência de boteco" onde dois amigos discordam sobre o time, mas continuam bebendo juntos. De um lado, o petróleo caiu (Brent cedeu 1,80%, indo a US$ 64). Por quê? Porque o risco de guerra diminuiu (menos medo de falta de oferta) e os estoques nos EUA aumentaram de surpresa. Petróleo barato ajuda a segurar a inflação global.

Do outro lado, o Ouro. Meu amigo, o metal dourado bateu recorde histórico, fechando acima de US$ 4.900 a onça-troy! "Ué, mas se o risco diminuiu, por que compram ouro (que é proteção)?". Excelente pergunta. A resposta está no "posicionamento técnico" e na fraqueza do dólar. Como o ouro é cotado em dólar, quando a moeda americana cai, fica mais barato para o resto do mundo comprar ouro, empurrando o preço para cima. Além disso, tem muito banco central pelo mundo trocando reservas de dólar por ouro, num movimento estrutural de longo prazo.

Por que isso importa para você?

A queda do petróleo é ótima para o seu tanque de gasolina. Se essa tendência se mantiver, a Petrobras tem menos pressão para aumentar preços nas refinarias. Já a alta do ouro sinaliza que, apesar da euforia de curto prazo, os "tubarões" do mercado ainda estão desconfiados com o futuro do dinheiro fiduciário (papel-moeda) e preferem ter uma parte do patrimônio em algo que não pode ser impresso por governos. É um lembrete para você sempre ter diversificação.

Crédito

O Recorde Silencioso que Move o País 🏗️

Enquanto todo mundo olha para a Bolsa, o mercado de "dívida" (Renda Fixa e Crédito Privado) está fazendo uma revolução silenciosa. A Anbima soltou os dados: em 2025, o mercado de capitais brasileiro emitiu R$ 838,8 bilhões em ofertas. É recorde histórico!

As debêntures incentivadas (aquelas isentas de IR para infraestrutura) cresceram quase 32%. O que isso significa no português claro? As empresas brasileiras estão conseguindo captar dinheiro com investidores (como eu e você) para construir estradas, portos, redes elétricas e fábricas, sem depender exclusivamente do BNDES ou de bancos caros.

Destaque também para as Notas Comerciais, instrumentos mais simples que permitiram até cooperativas e empresas menores acessarem o mercado. Isso mostra um amadurecimento brutal do nosso sistema financeiro. O Brasil está aprendendo a se financiar sozinho.

Por que isso importa para você?

Sabe quando você procura onde investir seu dinheiro para render mais que a Poupança? Esse recorde significa que existem mais opções de produtos de Renda Fixa (Debêntures, CRIs, CRAs) disponíveis na prateleira da sua corretora, muitos deles isentos de imposto. Além disso, esse dinheiro captado vira obra e emprego na economia real. É o ciclo virtuoso do capitalismo funcionando na prática.

Criptoativos

Cripto de Terno e Gravata na Bolsa de NY ₿

Se você ainda acha que criptomoeda é coisa de hacker em porão escuro, precisa atualizar o software. A BitGo, uma gigante de custódia de cripto (pense nela como um "banco forte" para moedas digitais), fez seu IPO na Bolsa de Nova York e levantou mais de US$ 200 milhões. A demanda foi tanta que o preço da ação saiu acima do esperado.

Isso é simbólico. É a primeira empresa cripto a abrir capital nos EUA em 2026, depois de um ano difícil. E tem dedo de gente grande: a empresa opera a infraestrutura de uma stablecoin ligada ao projeto da família Trump. Isso mostra a institucionalização do setor. O Bitcoin pode ter caído um pouco no ano passado, mas a infraestrutura ao redor dele está se tornando "business" sério, auditado e regulado, negociado na maior bolsa do mundo.

Por que isso importa para você?

Isso traz segurança. Quanto mais empresas de infraestrutura cripto (custódia, segurança) se tornam públicas e reguladas, menor o risco de golpes e quebras de corretoras obscuras que somem com o dinheiro do cliente. Para quem investe ou pensa em investir em cripto, a entrada de players listados na Bolsa de NY é um selo de qualidade que atrai o grande capital institucional, dando mais robustez ao mercado como um todo.

Política

O "Kit Eleição" e a Dança das Pesquisas 🗳️

Para fechar, não dá para ignorar o elefante na sala: a política. O mercado criou um apelido carinhoso para as ações que dependem da economia doméstica bombar: "Kit Eleição" (varejistas como Magazine Luiza, construtoras como Cyrela, educacionais como Cogna). A tese é: em ano eleitoral, o governo tende a gastar para agradar, o que impulsiona essas empresas.

Essas ações vinham subindo forte, mas deram uma engasgada quando o Flávio Bolsonaro anunciou a pré-candidatura (o "Flávio Day"), gerando incerteza. Agora, com novas pesquisas mostrando que a diferença entre ele e o Lula diminuiu, o "Kit Eleição" voltou a performar. O raciocínio do mercado é puramente pragmático: uma disputa acirrada obriga os candidatos a se moverem para o centro e a prometerem responsabilidade fiscal para ganhar o voto dos indecisos e do mercado.

É o jogo do xadrez político mexendo no preço da tela. A volatilidade vai ser a regra, não a exceção, daqui até o dia da votação.

Por que isso importa para você?

Política e economia no Brasil são siameses que não se desgrudam. Se você tem ações de empresas estatais (Petrobras, Banco do Brasil) ou de empresas que dependem do consumo interno (varejo), prepare o estômago. O sobe e desce das pesquisas vai impactar diretamente o saldo dos seus investimentos. O momento exige sangue frio: não se emocione com a manchete do dia, olhe para os fundamentos das empresas.

☕Conclusão

Meus amigos, o resumo da ópera é o seguinte: o Brasil está num momento raro de "alinhamento de astros". Temos fluxo estrangeiro entrando como água, inflação dando trégua lá fora e empresas locais baratas. É como se estivéssemos num churrasco onde a picanha está macia e a cerveja gelada.

Mas, como todo bom carioca sabe, o tempo vira rápido. Temos uma eleição polarizada pela frente e um cenário global que, apesar de calmo hoje, ainda tem seus focos de incêndio. Aproveite a maré alta, organize suas finanças, mas não tire o olho do horizonte. O otimismo é válido, mas a cautela é a melhor amiga do seu patrimônio.

Como disse a Nobel de Economia Esther Duflo:

"Economistas deveriam ser como encanadores: resolver problemas práticos com humildade, testando onde estão os vazamentos antes de querer redesenhar todo o sistema de abastecimento."

Esther Duflo (nascida em 1972) é uma renomada economista franco-americana, professora do MIT e cofundadora do laboratório J-PAL, reconhecida por sua abordagem experimental para reduzir a pobreza global .

Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!

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