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Na notícia de hoje:

💵 Dólar cai a R$ 5,17 após decisão do Tesouro americano sobre títulos

📊 Inadimplência bate recorde e bancos não veem trégua no curto prazo

💳 Cartões movimentam R$ 1,2 trilhão com crédito puxando o crescimento

🏢 OpenAI avisa funcionários que pretende abrir capital até 2027

🧾 Receita Federal mira saídas fiscais, que cresceram 80% em cinco anos

🏘️ Fundos imobiliários chegam a 3,3 milhões de investidores em julho

🛒 Essity compra Sempre Livre e Carefree por US$ 284 milhões

A edição de hoje mostra uma economia puxada em duas direções. Lá fora, uma decisão do Tesouro dos Estados Unidos derrubou o dólar e valorizou o real. Aqui dentro, o custo do dinheiro continua alto e aparece nos números de atraso de pagamento de famílias e empresas. O mesmo pano de fundo explica o comportamento dos cartões, a busca por renda em fundos imobiliários e a cautela dos bancos ao conceder crédito. Fora do Brasil, a corrida da inteligência artificial ganhou um novo capítulo financeiro.

Câmbio

Dólar cai a R$ 5,17 após decisão do Tesouro americano 💵

O dólar à vista fechou esta quarta-feira em queda de 0,87%, cotado a R$ 5,1761. A moeda americana perdeu força no mundo todo depois que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que vai recomprar um volume maior de títulos públicos de prazo longo. O real, que vinha tendo dificuldade para acompanhar moedas parecidas, desta vez seguiu o movimento externo.

A recompra funciona como uma compra do próprio governo americano dos papéis que ele emitiu, o que segura os juros pagos por esses títulos. O anúncio foi lido como sinal de desconforto oficial com juros longos altos nos Estados Unidos. Para o Deutsche Bank, quanto mais o mercado enxergar essas medidas como interferência na formação de preços, maior a tendência de o dólar cair.

Porque isso importa para você?
Um dólar mais barato reduz o custo de produtos importados, de combustíveis e de viagens ao exterior, o que ajuda a segurar a inflação. Mas o próprio movimento nasceu de uma intervenção no mercado americano, então ele pode não se sustentar.

Crédito

Inadimplência recorde deve continuar subindo no Brasil 📊

A inadimplência no crédito brasileiro está em nível recorde e não deve dar trégua. Nas linhas mais sensíveis aos juros, os atrasos das famílias chegaram a 7,6% em junho, o maior patamar da série. Entre as empresas, o índice está em 4%, o mais alto desde 2018. Bancos e economistas trabalham com a hipótese de nova piora nos próximos meses.

A causa principal é a combinação de juros altos por muito tempo com dívidas em máximas históricas. Cortes na taxa básica demoram a chegar ao bolso das pessoas, e o espaço para novas reduções encolheu. A parcela de famílias endividadas atingiu 82% em julho, sexto recorde em doze meses, segundo a pesquisa da CNC.

Porque isso importa para você?
Quando a inadimplência sobe, os bancos ficam mais seletivos e encarecem o crédito para todo mundo, inclusive para quem paga em dia. Isso aperta o orçamento das famílias e dificulta a vida de empresas que dependem de empréstimo para manter o caixa.

Cartões

Cartões movimentam R$ 1,2 trilhão em três meses 💳

As transações com cartões no Brasil somaram R$ 1,2 trilhão no segundo trimestre, alta de 7,7% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Abecs. O crédito respondeu pela maior parte do valor e cresceu mais de 11% no período. Já o cartão de débito recuou levemente, mantendo a tendência dos últimos anos.

O presidente da associação classificou o trimestre como moderado e falou em cautela do consumidor. O setor acompanha de perto o comércio e os serviços, e essa desaceleração aparece rápido nos números. Emissores também estão mais conservadores ao liberar limite, enquanto a inadimplência nos cartões chegou a 9,6% em junho, acima da média das demais linhas para pessoas físicas.

Porque isso importa para você?
O volume no cartão é um termômetro direto do consumo das famílias, e a moderação sugere que o brasileiro está segurando gastos. Se os bancos cortarem limites, comprar parcelado fica mais difícil justamente no fim de ano, período mais forte do comércio.

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Stop making AI decisions in the dark.

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Tecnologia

OpenAI diz a funcionários que abrirá capital até 2027 🏢

A OpenAI planeja abrir o capital até o ano que vem, informou a diretora financeira Sarah Friar aos funcionários nesta quarta-feira. Em junho, a empresa já havia entregue de forma confidencial os documentos exigidos pelo órgão regulador do mercado americano, mas sem definir data. Segundo a executiva, a companhia será de capital aberto em 2027, possivelmente antes.

Abrir capital significa vender ações ao público para levantar dinheiro, algo relevante em um setor que exige investimento pesado e constante. A receita da OpenAI cresceu para US$ 6,7 bilhões no trimestre encerrado em junho, mas a empresa ainda opera no prejuízo. A concorrente Anthropic mais que dobrou sua receita no mesmo período e teve pequeno lucro operacional.

Porque isso importa para você?
Uma abertura de capital da OpenAI colocaria a inteligência artificial diretamente dentro das carteiras de investidores comuns, por meio de fundos e ações. Também obrigaria a empresa a divulgar resultados, revelando quanto realmente custa sustentar essa corrida tecnológica.

Tributação

Saídas fiscais crescem 80% e Receita reforça fiscalização 🧾

O número de brasileiros que formalizou a saída fiscal do país cresceu 80% em cinco anos. As declarações passaram de 25.680 em 2021 para 46.188 até julho deste ano, segundo dados da Receita Federal. O órgão passou a olhar com atenção os casos em que a mudança para o exterior existe apenas no papel.

A saída fiscal é o aviso formal de que a pessoa deixou de ser residente para fins de imposto no Brasil. O problema aparece quando a vida real continua aqui, com bens, contas movimentadas e filhos em escolas brasileiras. Se a Receita entender que houve simulação, pode cobrar o imposto atrasado com multa de 75%, que chega a 150% em casos de fraude.

Porque isso importa para você?
Quem tem patrimônio ou renda em mais de um país precisa alinhar a documentação com a rotina real, porque acordos internacionais permitem cruzar dados bancários entre governos. O custo de um planejamento malfeito pode superar em muito a economia de imposto pretendida.

Investimentos

Fundos imobiliários atingem 3,3 milhões de investidores 🏘️

Os fundos imobiliários alcançaram 3,3 milhões de investidores em julho, novo recorde da série divulgada pela B3. Foram cerca de 47 mil pessoas a mais do que em junho. Em nove meses, a base cresceu aproximadamente 14%. O volume negociado no mês somou R$ 11,6 bilhões, acima do registrado em junho e em maio.

Esses fundos reúnem dinheiro de vários investidores para aplicar em imóveis ou em papéis ligados ao setor, distribuindo rendimentos periódicos. O crescimento chama atenção porque acontece mesmo com juros altos, situação em que aplicações mais conservadoras costumam atrair mais gente. Pessoas físicas concentram quase 74% das cotas guardadas na bolsa.

Porque isso importa para você?
O avanço mostra que o pequeno investidor segue buscando renda mensal fora da poupança, mesmo em um ambiente de juros elevados. Esse dinheiro ajuda a financiar shoppings, galpões e escritórios, com efeito direto sobre o setor imobiliário.

Empresas

Essity compra Sempre Livre e Carefree por US$ 284 milhões 🛒

A sueca Essity fechou acordo para comprar os negócios de cuidados femininos da Kenvue no Brasil por US$ 284 milhões. A operação inclui marcas líderes de absorventes, como Carefree, Sempre Livre e O.B., além dos equipamentos de fabricação no país. Nos doze meses até junho, essa divisão registrou vendas líquidas de cerca de R$ 800 milhões.

A compra amplia a presença da Essity em uma categoria que ela considera de maior valor, e o Brasil foi apontado como oportunidade de expansão. A empresa já lidera o segmento de produtos para incontinência no país e mantém fábrica em Jarinu, no interior paulista. O negócio ainda depende de aprovação regulatória brasileira, com previsão de conclusão em 2027.

Porque isso importa para você?
Marcas presentes no supermercado mudando de dono importa porque a concentração em uma categoria pode afetar preços e variedade nas prateleiras. Também sinaliza que grupos estrangeiros seguem enxergando o consumo brasileiro como aposta de longo prazo.

☕Conclusão

O fio que costura esta edição é o preço do dinheiro. Lá fora, o esforço americano para conter juros longos derrubou o dólar e deu alívio momentâneo ao real. Aqui, os juros altos aparecem na inadimplência recorde, na cautela dos cartões e na postura mais dura dos bancos ao emprestar. Nem tudo segue essa lógica, e o avanço dos fundos imobiliários mostra que ainda há apetite por risco. Nas próximas semanas, os dados de crédito e a trajetória do dólar dirão qual dessas forças está prevalecendo.

Até mais. Espero-te aqui denovo as amanhã as 06:00 em ponto. Obrigado pela atenção e um bom dia caro leitor!

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