Resumo de Hoje:
📈 Ibovespa em alta pela quinta semana: fechou com +2,39% no acumulado, aos 157.738 pontos
💵 Dólar recua e juros cedem: moeda fechou em R$ 5,297, DI com viés de queda
🇺🇸 EUA sinalizam redução do tarifaço: possível fim de tarifas sobre café, cacau e banana favorece o Brasil
🇨🇱 Chile vai ao segundo turno polarizado: disputa entre Jeanette Jara (esquerda) e Antonio Kast (ultradireita)
🛳 Trump acena diálogo com Maduro com porta-aviões na retaguarda – aproximação diplomática com pressão militar
📉📈 Ações reagem a eventos específicos: Petrobras sobe com petróleo; Vale cai com provisão; varejo sofre com clima
⚰️➡️📈 Oi tem falência suspensa e dispara na bolsa: OIBR3 +11%, OIBR4 +24% após decisão judicial inesperada
O Ibovespa emplacou a quinta semana seguida de alta, o dólar recuou discretamente, os juros cederam, e enquanto o mercado brasileiro respirava aliviado, Washington começava a dar sinais de que pode desmontar parte do tarifaço, abrindo espaço para o Brasil vender mais café, cacau e banana para os EUA. Ao mesmo tempo, o Chile entrou num segundo turno entre uma candidata comunista e um direitista que promete muro com trincheira, e o mercado já escolheu seu favorito; Donald Trump insinuou diálogo com Maduro, mas estacionou um porta-aviões no Caribe antes de ligar; a Justiça ressuscitou a Oi da falência como quem puxa alguém da maca dizendo “calma, ainda dá tempo”; Petrobras subiu com petróleo atacado por drones, Vale caiu com nova conta judicial, e o varejo brasileiro descobriu que quem manda nas vendas agora é o clima — chuva ou sol demais fazem mais estrago que juros. No fim das contas, a mensagem é clara: o mundo está se mexendo, cada país por um motivo diferente, mas todos apontam para o mesmo lembrete, a economia parece um filme distante até o momento em que você percebe que está no elenco.
Ibovespa emplaca 5ª semana de alta, com o dólar quieto na arquibancada
O pregão de sexta-feira entregou uma alta tranquila: +0,37%, levando o Ibovespa aos 157.738 pontos e garantindo a quinta semana consecutiva no positivo, com ganho acumulado de 2,39%. O mantra “ninguém segura o Ibovespa” continua válido, só que agora com dados, não só meme.

No mesmo dia, o dólar recuou 0,02%, fechando a R$ 5,297. Depois de duas altas seguidas, a moeda resolveu observar. Isso importa porque:
Dólar mais baixo reduz pressão sobre importados (de iPhone a trigo)
Bolsa subindo indica confiança local e fluxo comprador
Juros futuros mistos, mas com viés de queda, sinalizam alívio gradual no custo do dinheiro

Enquanto isso, nos EUA, os principais índices começaram o dia pessimistas, mas as big techs puxaram uma virada parcial, levando o Nasdaq ao positivo no fechamento. Brian Mulberry, gestor da Zacks Investment, resumiu o clima: “O mercado está alternando entre risco e proteção. Muita gente reposicionando carteira para o fim do ano, e já para 2026.”

Traduzindo: O investidor está confiante, mas olhando pelo retrovisor.
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💬 Tarifaço, dólar e câmbio na prática
O mercado amanheceu de olho no dólar por um motivo simples: os Estados Unidos sinalizaram que podem reduzir tarifas sobre produtos que não produzem, como café, cacau e banana. Se o tarifaço cair, o Brasil exporta mais, entra mais dólar no país e todo mundo que importa ou faz negócios internacionais sente o impacto direto nas margens. Em momentos assim, ter uma corretora de câmbio confiável faz toda diferença. É aí que entra a Saygo Câmbio.
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2️⃣ Tarifaço americano começa a dar sinais de recuo, e o Brasil sorri com canto da boca
Depois de anos de sobretaxas aplicadas por vários governos, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que é hora de retirar tarifas sobre produtos que o país não produz. Sim: café, banana, cacau, entre outros. E não ficou só na fala: um acordo com a Suíça foi fechado, derrubando tarifas de 39% para os mesmos 15% aplicados à União Europeia. O Brasil percebeu a brecha.

Ontem, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o senador Marco Rubio, em Washington, para tratar de comércio e tarifas. Se o Brasil conquistar redução semelhante, abre-se espaço para:
Aumento das exportações agro
Entrada de mais dólares no país
Menor pressão cambial e inflacionária
O nó da questão está nas sanções aplicadas a cidadãos brasileiros, incluindo Alexandre de Moraes. O governo acredita que derrubar as tarifas pode ser mais fácil do que resolver esse impasse político. Há espaço para avanço comercial, mas a diplomacia seguirá andando sobre pedras.
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Chile entra em segundo turno entre esquerda e ultradireita e o mercado já escolheu um lado
Com 98% das urnas apuradas, o Chile terá segundo turno entre:
📌 Jeanette Jara (Partido Comunista): 26,8%
📌 Antonio Kast (ultradireita republicana): 23,9%

O país vive uma eleição focada em:
Segurança pública
Imigração ilegal (especialmente venezuelana)
Pressão por políticas sociais x redução de gastos
Jara defende:
Reforço do Estado de bem-estar
Subsídios para baixa renda
Aumento do salário mínimo
Flexibilização de sigilo bancário para rastrear crime
Kast propõe:
Redução de impostos corporativos
Corte agressivo de gastos públicos em até 18 meses
Expulsão em massa de imigrantes ilegais
Exército em bairros violentos
Construção de muro com trincheiras na fronteira
E o mercado? Já votou antes da urna:
– Bolsa chilena bateu recorde

– Peso chileno se valoriza quase 8% no ano

– Investidores preferem Kast por enxergarem agenda pró-mercado
Mesmo assim, o Chile cresce diante de um limite: PIB projetado em 2,5% neste ano e no próximo, ritmo parecido com o Brasil e muito distante dos anos 90 chilenos, quando o país crescia acima de 7%.
Por que importa ao Brasil? Porque investidor internacional compara vizinhos. Se o Chile adota agenda mais pró-mercado, o Brasil precisa manter atratividade relativa.
Trump diz que pode conversar com Maduro, mas envia um porta-aviões primeiro
Donald Trump surpreendeu ao dizer que está aberto a negociar com Nicolás Maduro. Horas antes, porém, o maior porta-aviões do mundo, USS Gerald Ford, estacionou no Caribe. Coincidência diplomática? Pouco provável.

A justificativa oficial é combater cocaína, e os EUA dizem ter destruído 20 embarcações e matado 80 traficantes desde setembro. Mas analistas veem outra camada:
A Venezuela não produz a droga, mas é rota para o mercado americano
O regime de Maduro está isolado e fragilizado
Os EUA precisam lidar com migração, petróleo e instabilidade regional
A movimentação sugere uma política clássica americana: sentar à mesa oferecendo diálogo… com um encouraçado no horizonte.
Se houver acordo, destrava:
Pressões sobre o petróleo latino
Fluxos migratórios
Relações comerciais (inclusive com Brasil)
Por ora, é mais xadrez político do que negociação oficial.
Oi volta da falência e vira protagonista improvável da sexta-feira
A cena é rara: a Justiça suspendeu a falência da Oi e retomou a recuperação judicial. Sim: a empresa estava oficialmente falida na quarta-feira. Na sexta, não estava mais.

O mercado reagiu como se fosse um revival de banda antiga:
📈 OIBR3 subiu 11,11%
📈 OIBR4 subiu 24,28%
Nada disso significa que a empresa está saudável. Significa apenas que juridicamente ela não morreu ainda. É um caso de sobrevida judicial rara, que recoloca milhares de credores num tabuleiro que já parecia encerrado.
Blue chips em direções opostas, varejo influenciado pelo clima e um alerta claro: preços se movem por MOTIVOS
📌 Petrobras +0,65%
O petróleo subiu após a Ucrânia atacar exportações russas, afetando 2% da oferta global.
📌 Vale –0,61%
O mercado precificou o anúncio de US$ 500 milhões em nova provisão por Mariana (MG).
📌 Hapvida –5,82% (depois de cair 40% no dia anterior)
Projeções revisadas para baixo. Até casas otimistas pediram “cautela”.
📌 Localiza +4,78%
Balanço forte + venda da participação na agência Voll.
📌 Magazine Luiza +5,85% / Renner +2,23%
Mas o ponto mais curioso é o relatório do Goldman Sachs: “As varejistas brasileiras sofreram mais com o clima do que com a economia.” Calor extremo e chuvas intensas afastaram consumidores físicos Sim, varejo agora inclui meteorologia.
📌 Axia Energia (ex-Eletrobras) +1,62% após anunciar debêntures de R$ 3 bilhões.
📌 Azul –7,69%
Lucro operacional cresceu, mas reversão de resultado levou ao prejuízo final.
Maiores altas de sexta

O movimento do dia reforça uma regra simples: “Ações sobem e caem por motivos. Nem sempre é macro. Às vezes é clima, às vezes é guerra, às vezes é provisão judicial.”
Um mercado otimista, mas já olhando 2026
O comentário de Brian Mulberry é chave: “Investidores estão reposicionando carteiras para o fim de 2025 e pensando em 2026.”
Por quê?
EUA terão eleição presidencial
Chile também
Brasil enfrenta ambiente fiscal desafiador
Europa segue com guerra na porta
Clima virou variável econômica (não só ambiental)
No curto prazo:
📈 Ibovespa sobe há 5 semanas
💵 Dólar não dispara
📉 Juros cedem lentamente
🏭 Empresas entregam resiliência operacional
CONCLUSÃO: UM DIA QUE NÃO BRILHOU, MAS ILUMINOU
No fim, a semana deixou uma mensagem clara: o Brasil segue navegando com vento favorável, mas cercado por mares revoltos, um tarifaço que pode cair, eleições que redefinem vizinhos, porta-aviões posicionados como telegramas diplomáticos e empresas que oscilam ao sabor do clima, da geopolítica e de velhas indenizações. Nada desabou, mas nada está garantido. O investidor que olha apenas para o pregão de hoje pode achar que tudo está sob controle, mas o jogo real acontece no intervalo entre as manchetes. E é justamente nesse intervalo que mora a diferença entre estar preparado ou ser surpreendido. Como diz Howard Marks, um dos maiores investidores da história:
“O risco não é aquilo que você vê, é aquilo que você não vê quando acha que está seguro.”

Howard Marks cofundou a Oaktree Capital em 1995, firma que hoje administra mais de US$ 180 bilhões; seu patrimônio pessoal é estimado em mais de US$ 2,5 bilhões, ele já escreveu 3 livros best-sellers, e suas famosas cartas aos investidores são lidas por gestores que controlam trilhões de dólares, incluindo Warren Buffett, que disse: “Quando vejo uma carta do Howard, eu largo tudo e leio.”
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Até mais tarde!


