Resumo de Hoje:
🚀 Bolsa em Festa e Dólar de Ressaca: Ibovespa bate recordes (quase 162 mil!) e o dólar cai para a casa dos R$ 5,31 com dados fracos nos EUA.
🔮 A Bola de Cristal dos Gestores: JP Morgan vê Ibovespa a 190k e a ASA sonha com 300k, mas tudo depende do fiscal e do "Tio Sam".
💸 O Mistério do Dinheiro Sumido: Saída recorde de dólares do Brasil (nível 1982!), mas o Real aguenta firme graças ao cenário global.
🏦 Nubank Quer Ser "Banco" Mesmo: O roxinho busca licença oficial para manter o "bank" no nome e evitar bronca do BC.
🤝 O "Bromance" Lula & Trump: Conversa "extraordinária" por telefone e otimismo sobre o fim das sobretaxas americanas.
📉 Social no Divã: Pobreza cai ao menor nível histórico, mas Rio de Janeiro sofre com 4 milhões sob domínio do crime organizado.
🏛️ Brasília em Chamas: Rioprevidência no buraco do Banco Master, Correios pedindo socorro e Gilmar Mendes blindando o STF.
Meus caros, imaginem o cenário econômico atual como um daqueles dias clássicos de verão no Rio de Janeiro. Na praia (o mercado financeiro), o sol está estalando, a água está cristalina e o clima é de festa: a Bolsa brasileira (Ibovespa) está batendo recorde atrás de recorde, impulsionada por duas gigantes — Vale e Petrobras — que decidiram carregar o time nas costas, ignorando qualquer sinal de tempestade. O motivo dessa alegria? O "patrão" lá de cima, o Federal Reserve (o Banco Central americano), deu sinais de que vai parar de apertar o cinto tão cedo, já que o mercado de trabalho americano deu uma esfriada. Resultado: o dólar, que estava se achando o dono do morro, baixou a crista e recuou globalmente, dando um alívio para o nosso Real.
Mas, como todo bom carioca sabe, não dá para descuidar da retaguarda. Enquanto a gente celebra na areia, o calçadão (a economia real e a política) está aquela confusão. Temos dinheiro saindo do país em volumes que não víamos desde a época dos chacretes (1982!), uma briga institucional feia entre o STF e o Congresso sobre impeachment de ministros, e o Rioprevidência metido em enrascada com banco liquidado. Para completar, a segurança pública no Rio mostra que o buraco é mais embaixo, com milícias e tráfico dominando áreas gigantescas. É aquele mix de euforia financeira com cautela institucional. Vamos desenrolar esse novelo em sete partes, explicando tudo tim-tim por tim-tim, porque aqui a gente explica o "economês" sem precisar de gravata.
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O "Show" do Mercado: Ibovespa nas Alturas e Dólar de Joelhos 📉🚀
Vamos começar com o que brilha aos olhos. O mercado financeiro viveu dias de glória. O Ibovespa, nosso principal índice de ações, fechou acima dos 161.755 pontos. Isso é recorde nominal, meus amigos. Sabe quando você acha uma nota de 50 reais no bolso da bermuda antiga? A sensação do investidor é mais ou menos essa.

Por que subiu? Basicamente, tivemos um empurrãozinho de fora e uma força bruta interna.
Lá fora: Os dados de emprego nos EUA vieram mais fracos do que o esperado. Para um leigo, isso parece ruim, certo? Mas para o mercado, "notícia ruim na economia americana é notícia boa para a bolsa emergente". Se a economia lá esfria, o Fed (o banco central deles) não precisa manter os juros tão altos. Juros caem lá -> Dólar perde força -> Dinheiro flui para países como o Brasil.
Aqui dentro: Vale e Petrobras, as donas do campinho, subiram forte (Vale +3,23%!). Como elas têm um peso enorme no índice, puxaram tudo para cima, mesmo com outros setores querendo realizar lucros (vender para garantir o ganho).
E o Dólar? A moeda americana caiu 0,33%, indo para R$ 5,31. Chegou a bater R$ 5,29. Isso aconteceu porque o dólar perdeu força no mundo todo (o tal ajuste global). Mesmo com muita gente tirando dinheiro do Brasil (falaremos disso já já), o cenário externo foi tão favorável que o Real se valorizou.

O detalhe técnico (para você posar de inteligente no jantar): Os juros futuros (aquelas apostas de quanto vai estar a Selic lá em 2027, 2029) subiram um pouquinho. Por quê? Porque o mercado está de olho no PIB e na inflação, com medo de que a economia aquecida demais aqui dentro obrigue o nosso Banco Central a ser mais duro no futuro.
O Futuro é Logo Ali: Apostas Otimistas e o PIB 🔮
Agora, vamos falar de bola de cristal. Os economistas estão divididos entre o "vai dar bom" e o "vai dar muito bom, se não fizerem besteira".

O Time do Otimismo Moderado (JP Morgan): Eles projetam o Ibovespa a 190 mil pontos no fim de 2026. É uma alta de uns 18% frente ao hoje. O argumento? O Brasil é um dos poucos países emergentes que está "barato" na bolsa (preço das ações baixo em relação ao lucro das empresas). Mas, eles avisam: o fiscal (gastos do governo) precisa parar de crescer 20% ao ano, senão a conta não fecha em 2027.
O Time do "Foguete" (ASA/Rogério Freitas): Aqui a aposta é mais ousada. Eles falam em 300 mil pontos em dois anos! A tese é a "repressão financeira": num mundo onde os juros reais caem, o dinheiro é obrigado a ir para a Bolsa e ativos reais. Eles gostam de NTN-B (títulos do tesouro atrelados à inflação) porque protegem se a inflação subir, mas também ganham se o juro cair. É o famoso "ganha-ganha", desde que não haja um choque externo brutal.
E a Economia Real (PIB)? O Banco Daycoval jogou um balde de água morna. Eles acham que o PIB do terceiro trimestre vai mostrar uma estagnação. Depois de um começo de ano bombando, a economia está dando uma desacelerada natural. A projeção é de crescimento anual de 1,5%. Nada de espetacular, mas também não é recessão. É aquele "respiro" do maratonista.
A Dança dos Dólares: Sai Dinheiro, Mas o Real Fica 💸🚪
Aqui temos um mistério digno de novela das oito. Prestem atenção nesse dado: Saíram US$ 7,115 bilhões do Brasil só no último mês. Foi a segunda maior debandada de dólares para esse mês desde 1982! No ano, o fluxo é super negativo.

A Pergunta de Um Milhão de Reais: Se está saindo tanto dólar, por que o preço do dólar caiu para R$ 5,31 e não disparou para R$ 6,00?
A resposta é o "Contexto Global". O dólar está enfraquecendo tanto lá fora (porque os juros americanos vão cair) que isso compensa a saída de capital daqui. É como se tivesse um vazamento no barco (saída de capital), mas a maré estivesse subindo tanto que o barco sobe junto.
Jacques Zylbergeld, do Banco Rendimento, mandou a real: se não fosse essa saída massiva de dinheiro, o dólar estaria custando R$ 4,90. Além disso, o nosso Banco Central (BC) está esperto. Ele fez rolagens de leilões de linha (basicamente, injetando liquidez) antecipadamente, sinalizando ao mercado: "Ei, tem dólar aqui se precisar, não entrem em pânico". Isso acalmou os ânimos.
Nubank Quer Ser "Bank" de Papel Passado 🏦🟣
Sabe aquela história de "você não é, mas parece"? O Banco Central baixou uma regra nova dizendo que se você não tem licença de banco, não pode usar termos como "Bank" no nome para não confundir a tia do zap.

O Nubank, que hoje tecnicamente é uma Instituição de Pagamento (e outras coisas), decidiu resolver isso na raiz: vai pedir licença bancária oficial no Brasil para 2026. Isso muda algo para você, cliente? Na prática, quase nada. O aplicativo continua igual, o cartão roxo continua igual. Mas, institucionalmente, dá mais robustez. Eles já fizeram isso no México e estão pedindo nos EUA. É o Nubank dizendo: "Eu cresci, agora sou gente grande e quero sentar na mesa dos adultos com o crachá certo". Eles já têm 110 milhões de clientes aqui. Não é pouca coisa.
Política Internacional: O "Bromance" Lula-Trump e o Novo Chefe do Fed 🇺🇸🇧🇷
Se preparem, porque a geopolítica virou reality show. Lula e Trump conversaram por telefone pela segunda vez. E, segundo Lula, a conversa foi "extraordinária". O brasileiro disse que Trump é "outra pessoa" no telefone, diferente daquele nervoso da TV. Lula está otimista que os EUA vão revogar mais tarifas (impostos) sobre produtos brasileiros. A tal sobretaxa de 40% (o tarifaço) já teve recuos, e o Brasil quer mais. O argumento é simples: "Somos as duas maiores economias do Ocidente, vamos ganhar dinheiro juntos".

Enquanto isso, no Banco Central Americano (Fed)... Trump deve indicar Kevin Hassett para chefiar o Fed. Ele é um assessor leal de Trump. O mercado financeiro fica com uma pulga atrás da orelha: será que ele vai baixar os juros na marra só para agradar o presidente? Apesar do medo, Wall Street reagiu bem, focada mais no fato de que juros baixos são bons para as ações agora. Hassett tem 80% de chances nas bolsas de apostas. É a política influenciando diretamente o bolso do mundo todo.
Economia Real e Social: Pobreza, Segurança no Rio e Desigualdade 🏘️👮
Saindo do ar condicionado da Faria Lima e descendo para o asfalto quente. Temos notícias mistas, daquelas agridoce.
O Doce: A pobreza no Brasil atingiu o menor nível da série histórica: 23,1%. A extrema pobreza caiu para 3,5%. E a desigualdade (medida pelo índice de Gini) voltou a cair para 0,504. Isso é ótimo! Significa que a base da pirâmide melhorou de vida. O Amargo: Apesar da melhora, ainda somos um dos países mais desiguais do mundo. Os 10% mais ricos ganham 32 vezes mais que os 10% mais pobres. Na lista da OCDE, só perdemos para a Costa Rica em desigualdade.

O Drama Carioca: Um estudo do GENI/UFF e Fogo Cruzado trouxe um dado alarmante: 4 milhões de pessoas na Grande Rio vivem sob domínio de facções ou milícias. Isso é quase 35% da população da região! O que mudou? As milícias perderam terreno e o tráfico retomou áreas. Para a economia do estado, isso é trágico. O crime "controla" o território, cobrando taxas, ditando regras e impedindo o livre mercado e a livre circulação. É um estado paralelo que desafia qualquer política econômica oficial.

Brasília e os Poderes: Gilmar, Correios e a Confusão Institucional 🏛️🔥
Para fechar, a nossa dose diária de adrenalina política.
O Caso Rioprevidência: Lembra do ditado "dinheiro na mão de vendaval"? O fundo de previdência dos servidores do Rio investiu pesado (R$ 2,6 bilhões) no Banco Master, que foi liquidado (fechou as portas por problemas). Resultado: prejuízo potencial gigante. O diretor de investimentos foi exonerado. O Tribunal de Contas (TCE) e o Ministério Público estão em cima, apontando gestão temerária. É o dinheiro da aposentadoria do servidor sendo jogado na roleta.

O Buraco dos Correios: Os Correios precisam de dinheiro para fechar o ano. Tentaram empréstimo de R$ 20 bilhões, mas os bancos pediram juros de agiota (acima do teto permitido). Agora, o Governo Federal deve injetar uns R$ 5 bilhões do Tesouro. De onde vem esse dinheiro? Da "folga" criada pela PEC da Defesa. Ou seja, a gente abre um espaço no orçamento aqui, para tapar um buraco ali.

A Canetada de Gilmar Mendes: O ministro do STF decidiu (sozinho, por enquanto) que só o Procurador-Geral da República (PGR) pode pedir impeachment de ministro do STF, e precisa de 2/3 do Senado para aprovar. Isso gerou uma revolta no Congresso. A oposição diz que o STF está legislando e se blindando. O STF diz que é para evitar abusos políticos. O clima entre os poderes, que já não era bom, azedou de vez. Para o mercado, isso gera "ruído político", que é tudo o que o investidor odeia.

Conclusão: O Barco Segue, Mas o Mar é Agitado
Meus amigos, a semana nos mostra que o Brasil continua sendo aquele país de contrastes extremos. Temos uma Bolsa vibrante e recordista, surfando uma onda de otimismo global, enquanto internamente lidamos com desafios estruturais pesadíssimos — da segurança pública no Rio às contas dos Correios e brigas entre poderes. O investidor estrangeiro tira o dinheiro, mas o cenário global nos dá uma colher de chá no câmbio. A pobreza cai, mas a violência urbana limita a vida de milhões.
Para navegar nesse mar, é preciso ter sangue frio e não se deixar levar nem pela euforia excessiva do high da Bolsa, nem pelo pânico das manchetes políticas. Como diria o lendário gestor Howard Marks, fundador da Oaktree Capital:
"Você não pode prever. Mas você pode se preparar. A habilidade de lidar com a incerteza é a característica mais importante do investidor de sucesso."
Portanto, preparem-se. Ajustem as velas, aproveitem a brisa favorável do mercado, mas mantenham o colete salva-vidas por perto, porque no Brasil, a calmaria é sempre apenas o intervalo entre duas ondas gigantes.

Howard Marks é o investidor que transformou bom senso, paciência e memos detalhados em uma das filosofias mais respeitadas do mercado financeiro mundial.
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Até amanhã!


